Representantes do governo brasileiro esteve em solo europeu ao longo desta semana para participar de conversas estratégicas sobre o combate a transações ilegais com moedas digitais. O Ministério da Justiça e Segurança Pública enviou uma delegação ao encontro organizado pelo Conselho da Europa na cidade francesa de Estrasburgo, que prosseguiu até sexta-feira passada.
Especialistas de mais de uma centena de nações trocaram conhecimentos sobre modos de frear práticas criminosas que circulam pelo ambiente virtual e de repatriar recursos obtido de maneira ilícita. Os debates abordaram a interlocução com plataformas de negociação de ativos digitais para preservarem vestígios eletrônicos e permitirem o bloqueio imediato de criptoativos vinculados a irregularidades.
Márcio Júlio da Silva Mattos, que ocupa a função de diretor substituto do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, comandou a comitiva nacional. A agenda do grupo incluiu a participação na chamada Conferência Octopus 2026 e na reunião plenária que trata da Convenção de Budapeste sobre crimes praticados por meio da internet.
No campo da recuperação patrimonial, os participantes examinaram táticas para rastrear operações suspeitas em ambientes digitais mundiais. A atuação conjunta com empresas que oferecem serviços na esfera das finanças digitais busca impedir a transferência de capitais oriundos de fraudes e atos de corrupção. Na quarta-feira, o conselho europeu deu início à assinatura de um protocolo complementar à Convenção de Varsóvia, que amplia os mecanismos entre países para localizar, apreender e confiscarroupança ligada a organizações criminosas.
Para o diretor do órgão brasileiro, a modernização das normas acompanha o desenvolvimento das quadrilhas que atuam lintas fronteiras. Ele sublinhou a necessidade de vigiar o percurso do dinheiro em estruturas descentralizadas ao redor do planeta.
"A delinquência emprega tecnologias emergentes, ativos virtuais e arranjos distribuídos por diversas nações. A colaboração jurídica entre estados e a habilidade de monitorar o deslocamento dos recursos são indispensáveis para que os órgãos competentes consigam reagir a esse cenário de maneira eficaz", declarou Márcio Mattos.
Em paralelo às sessões principais, a representação brasileira compartilhou saberes sobre recursos investigativos com agências de outros países. As metodologias de identificação de movimentação de moedas digitais e análise de informações vão incrementar as operações do Laboratório Estratégico de Combate ao Crime em território nacional.
A penetração da inteligência artificial em esquemas de disponibilização de ferramentas para outros infratores concentrou parcela significativa das conversas. Grupamentos organizados empregam essa tecnologia para produzir filmagens fraudulentas, orquestrar campanhas automatizadas de phishing e construir códigos prejudiciais. Técnicos de segurança também deixaram alertas sobre a multiplicação de complexos físicos voltados à aplicação de golpes digitais em escala industrial. Tais instalações operacionais costumeiramente mantêm laços diretos com redes de tráfico de pessoas e submissão a trabalho forçado.
Visando maior rapidez nos processos, os representantes ainda discutiram modos de agilizar a reunião de vestígios eletrônicos conservados em computadores de outras nações. A diretiva segue os termos do Segundo Protocolo Adicional da Convenção de Budapeste para simplificar o contato direto com empresas que prestam serviços no ambiente digital.
Fonte: Livecoins