A plataforma de streaming de mídia Plex apresenta uma falha de segurança em suas versões mais antigas que permite a cibercriminosos realizarem mineração de criptomoedas utilizando os equipamentos das vítimas. A vulnerabilidade foi corrigida no dia 23 de setembro, porém as informações sobre o problema só foram divulgadas publicamente na semana passada por pesquisadores autônomos.
O diretor de segurança da corretora de criptomoedas Kraken, Nick Percoco, utilizou as redes sociais no domingo para orientar os usuários a atualizarem imediatamente o programa para a versão 1.43.3.10861 ou superiores. Segundo o especialista, o método de ataque tornou-se conhecimento público recentemente, o que elevou consideravelmente os perigos para os usuários.
Em sua publicação, Percoco explicou que o código de exploração de uma sequência de quatro vulnerabilidades, capaz de permitir a execução de comandos no servidor de mídia Plex sem necessidade de autenticação, foi disponibilizado publicamente há dois dias. O especialista alertou que em menos de 24 horas após a divulgação, criminosos já estavam empregando a técnica em ambientes controlados para instalar um programa minerador da moeda digital Monero.
O aspecto mais inquietante identificado pelo especialista é a capacidade de manutenção da ameaça. O código malicioso se aloja na pasta destinada aos codecs do aplicativo, sendo reativado automaticamente sempre que ocorre um processo de transcodificação de mídia. Segundo Percoco, simplesmente encerrar o processo do minerador não elimina o problema. Os usuários whose servidores estavam expostos e desatualizados devem verificar a existência de arquivos com extensões .so ou .dll nessa pasta que não tenham sido instalados por eles.
Pesquisadores também descobriram que os invasores estão se beneficiando da mesma falha para instalar um proxy residencial, possibilidade de alugar o endereço de internet da pessoa afetada para atividades criminosas.
O investigador Zach Main revelou que recebeu o equivalente a 500 dólares como recompensa pela descoberta da vulnerabilidade. Em seu blog, o pesquisador declarou ter utilizado ferramentas de inteligência artificial durante todo o processo de investigação, incluindo reconhecimento, busca de informações, verificação e encadeamento das falhas. Ele esclareceu que não se tratou simplesmente de instruir a inteligência artificial a hackear o sistema, mas sim de horas de trabalho iterativo, com diversos caminhos infrutíferos e reavaliações de prioridades.
Conforme relata o pesquisador, a falha foi comunicada à empresa no dia 27 de julho, a recompensa foi paga em 4 de agosto e a correção foi disponibilizada em 23 de setembro.
Fonte: Livecoins