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Ceará aposta em educação sobre criptomoedas para ressocializar apenados

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Gustavo Bertolucci
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O sistema prisional do Ceará está transformando a realidade de pessoas privadas de liberdade por meio de capacitações profissionais voltadas para o mercado de tecnologia. A Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado (SAP) promove cursos que abordam tendências inovadoras do setor de tecnologia da informação, incluindo ensinamentos sobre finanças na era digital e operações com criptomoedas. A iniciativa busca oferecer rotas de recomeço profissional estruturado, aiming a reduzir a reincidência criminal por meio do acesso humanizado ao conhecimento avançado.

A jornada de Paulo Henrique dentro da cadeia

Paulo Henrique cumpre pena em uma unidade correcional cearense desde 2022 e dedica grande parte do seu tempo aos estudos de áreas técnicas. O apenado concluiu um curso focado em finanças na era digital, onde aprendeu conceitos de tecnologia blockchain e de economia descentralizada. Durante todo o seu período de reclusão, o cidadão obteve diversos diplomas nas áreas de eletrotécnica e de análise de sistemas, conciliando as aulas sobre operações com bitcoin com o trabalho diário no setor de panificação da cadeia.

Paulo afirma possuir o desejo genuíno de atuar como programador de software após a conquista da sua liberdade definitiva. Ele destaca que as oportunidades encontradas dentro da unidade o prepararam para o mercado de trabalho, oferecendo experiências para exercer profissões como eletricista, eletrotécnico e programador. Os conteúdos cursados fornecem uma bagagem de conhecimento exigida por muitas empresas conceituadas e ligadas ao ecossistema de criptomoedas.

Parcerias com o setor privado ampliam oportunidades

O projeto estadual denominado Cadeias Produtivas reúne vinte companhias dispostas a instalar fábricas e oficinas dentro dos complexos prisionais locais. Essas instituições corporativas atuam em setores diversificados da economia, oferecendo serviços na construção civil pesada e na confecção de fardamentos. Os dados oficiais apontam que mais de dez mil detentos estão ocupados com algum tipo de atividade laboral educativa nas prisões do estado, sendo que oitocentos e sessenta e oito pessoas recebem remuneração financeira direta pelo serviço prestado aos empresários parceiros.

Taiane é um exemplo do sucesso dessas parcerias. A interna aprovou-se nos exames nacionais de ensino fundamental e médio, e atua de forma dedicada nas linhas de produção de uma empresa privada no município de Aquiraz. Além disso, ela coordena um grupo de teatro com outras presidiárias, demonstrando que a ressocialização vai além da qualificação profissional.

Resultados e compromisso institucional

Mauro Albuquerque, titular da SAP, elogiou a dedicação dos policiais penais na construção de um ambiente pacífico e reforçou o compromisso de todos os servidores com a oferta de oportunidades seguras de trabalho para a população carcerária. Cristiane Gadelha, coordenadora da Coordenadoria de Inclusão Social do Preso e do Egresso (Coispe), celebra as trajetórias de recomeço viabilizadas pelas oficinas de capacitação espalhadas por diversos pavilhões e galerias.

A gestora pública destaca a confiança robusta dos empresários na força transformadora gerada pela empregabilidade formal de homens e mulheres em privação de liberdade. O pagamento de salários na conta bancária dos apenados permite o sustento digno das famílias do lado de fora dos muros de concreto. O contato diário com inovações como a tecnologia blockchain devolve a dignidade e desenha um horizonte promissor para o futuro dos egressos.

Fonte: https://livecoins.com.br

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