O setor de infraestrutura digital enfrenta um desafio monumental: serão necessários aproximadamente um trilhão e meio de dólares em novos investimentos ao longo dos próximos cinco anos para sustentar a expansão dos centros de dados pelo mundo. No entanto, o mercado de seguros ainda não desenvolveu produtos adequados para proteger as receitas operacionais dessas instalações contra penalidades contratuais previstas nos acordos de nível de serviço firmados com os clientes.
Segundo especialistas do setor, interrupções extremamente breves já são suficientes para acionar compensações financeiras obrigatórias aos inquilinos. Uma parada de apenas 26 segundos pode gerar obrigações de pagamento instantâneo. Já um incidente com duração de 45 minutos pode representar perdas de 12 a 24 milhões de dólares em uma instalação avaliada em 144 milhões de dólares, reduzindo o fluxo de caixa em até 41,7 por cento.
Essas oscilações inesperadas na receita operacional líquida podem desencadear uma série de consequências graves: inadimplência em dívidas existentes, rebaixamento de notas de crédito pelas agências avaliadoras e desvalorização significativa do patrimônio. A situação torna-se particularmente perigosa porque os bancos e instituições financeiras consideram essa volatilidade como fator de risco na hora de aprovar novos financiamentos.
A solução proposta por especialistas é a criação de seguros específicos para acordos de nível de serviço. Esses produtos transformariam a responsabilidade por desempenho em uma despesa fixa e previsível, oferecendo liquidez imediata para compensar os créditos devidos aos inquilinos e proteger a receita operacional líquida das instalações.
Um whitepaper técnico detalha três aspectos fundamentais para investidores: como os acordos de nível de serviço criam volatilidade não coberta por seguros tradicionais; um modelo prático para realizar testes de estresse sobre essa exposição; e estratégias para estabilizar a receita operacional líquida, melhorando a cobertura de dívidas, comprimindo as taxas de capitalização e abrindo portas para financiamentos institucionais.
Fonte: DCD

