Quando a Chevrolet apresentou um sistema híbrido na linha Corvette, em 2023, dando origem ao E-Ray, parte dos fãs ficou dividida. A dúvida era entender onde aquele modelo se encaixava diante do ZR1 e do ZR1X, já tradicionais nos corredores de alta performance. Muitos viram a novidade como uma concessão às normas de emissões, enquanto outros interpretaram o movimento como um sinal de amaciamento do ícone esportivo. As promessas de cruzeiro silencioso pelos bairros e o uso de pneus para todas as estações também não ajudaram a dissipar as desconfianças.
Três anos depois da chegada daquele modelo, o cenário mudou: o E-Ray deixou de ser fabricado, mas a tecnologia híbrida ganhou sobrevida em um novo integrante da família, o Grand Sport X. Segundo a engenharia da marca, porém, não se trata de um sucessor direto do E-Ray. O novo carro combina uma série de ajustes de software, alguns deles discretos, outros nem tanto, com novos modos de condução e uma motorização inédita. O resultado, garantem os responsáveis pelo projeto, é uma máquina com visual mais agressivo e comportamento ainda mais empolgante ao volante.
Keith Badgley, engenheiro-chefe de desenvolvimento que acompanhou toda a jornada — do E-Ray ao Grand Sport X, passando também pelo ZR1X —, reconhece que a receptividade do modelo anterior não foi uniforme. Em declaração após alguns dias ao volante do Grand Sport X, ele admitiu que parte dos clientes simplesmente não entendeu a proposta do E-Ray. A aposta agora é de que o conjunto refinado de códigos eletrônicos e a nova calibração dinâmica consigam reposicionar o modelo híbrido como uma referência de esportividade dentro do portfólio da Chevrolet.
Fonte: Ars Technica
