A moda de recriar fotografias e memes com a estética característica do Studio Ghibli tomou conta das redes sociais ao longo de 2025, provocando um debate sobre os limites da criação artística digital. Agora, Toshio Suzuki, veterano produtor e inúmer Cofundador do estúdio japonês, finalmente se pronunciou sobre a onda que espalhou as ilustrações icônicas do grupo por toda a internet.
Em entrevista recente, Suzuki revelou suas expectativas sobre a popularidade efêmera dessa tendência. Segundo ele, a expectativa inicial já indicava um esgotamento rápido do fenômeno entre os usuários da internet. "Eu imaginava que todo mundo ia se cansar rapidamente. Foi exatamente o que aconteceu", declarou o produtor, demonstrando uma visão pragmática sobre a velocidade com que tendências digitais surgem e desaparecem.
Desde que empresas de tecnologia passaram a disponibilizar ferramentas de inteligência artificial capazes de reproduzir estilos visuais específicos, diversas ondas de conteúdo surgiram nas plataformas digitais. Em 2025, uma das mais notáveis foi justamente a febre de transformar fotografias pessoais, cenas do cotidiano e até mesmo outros memes no característico visual do Studio Ghibli, marcado por cenários detalhados, cores suaves e uma atmosfera onírica.
O comentário de Suzuki representa a primeira manifestação pública do estúdio sobre o uso de sua linguagem visual por algoritmos de geração de imagens, levantando questões sobre direitos autorais e a relação entre tecnologia e arte tradicional.
Fonte: IGN Brasil

