A Colossal Biosciences, empresa norte-americana especializada em biotecnologia e desextinção de espécies, está em conversas avançadas para captar uma nova rodada de investimentos que pode elevar sua avaliação para entre 20 e 30 bilhões de dólares. O valor representa quase o triplo da avaliação anterior da empresa, que era de aproximadamente 10,2 bilhões de dólares.
A startup, fundada há cinco anos, ganhou atenção mundial no ano passado ao anunciar seus planos para "ressuscitar" o lobo-direito utilizando material genético encontrado em fósseis. Embora o projeto tenha gerado controvérsia, especialistas apontam que a empresa desenvolve tecnologias valiosas que justificam sua alta avaliação no mercado.
De acordo com relatórios recentes, a Colossal Biosciences começou a gerar receita nos últimos doze meses. O CEO e fundador Ben Lamm revelou anteriormente que a empresa identifica três principais fontes de renda: a oferta de tecnologia de conservação ao governo dos Estados Unidos e aos Emirados Árabes Unidos, que recentemente investiram 60 milhões de dólares na companhia.
A empresa já spin-off três startups. A Breaking foi criada para ajudar na decomposição de plásticos. A Form Bio, plataforma de biologia computacional, conseguiu levantar 30 milhões de dólares em financiamento. A Astromech, focada em modelagem preditiva com inteligência artificial para biologia e ciências da vida, foi avaliada em 2 bilhões de dólares em março deste ano.
A Colossal também planeja separar sua tecnologia de útero artificial para animais, que pode ter aplicações no tratamento de fertilidade humana. Em maio, Lamm afirmou à imprensa internacional que a tecnologia deve estar pronta no próximo ano.
Caso a empresa consegui reintroduzir animais extintos, como o mamute lanoso e o dodô, em seus habitats nativos, ela poderá eventualmente gerar receita através da venda de créditos de biodiversidade, um mecanismo de mercado semelhante aos créditos de carbono.
O novo esforço de captação ocorre em meio a um boom no setor de tecnologia de longevidade, energia alternativa e outras áreas de alta tecnologia. A empresa não respondeu aos pedidos de comentário.
Fonte: TechCrunch
