Documentos judiciais recentemente tornados públicos no processo movido pelo The New York Times contra a OpenAI e a Microsoft trouxe à tona revelações comprometedoras sobre as práticas das empresas no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial.
Os próprios registros internos das companhias demonstram que executivos tinham consciência de que estavam iniciando um "loop de destruição", expressão em inglês que pode ser traduzida como ciclo de retrocesso, capaz de prejudicar ecossistema da internet. Além disso, os memorandos internos classificaram a coleta de dados para treinamento dos modelos de inteligência artificial como "o maior roubo de mão de obra da história da humanidade".
Os documentos também apontam que as empresas consideraram as práticas uma "zombaria completa" do conceito de uso justo de conteúdos protegidos por direitos autorais. Grande parte das declarações mais impactantes é atribuída a Brent Hecht, diretor de ciência aplicada da Microsoft.
Após a divulgação desses materiais, a Microsoft tentou se afastar das declarações de seu executivo. O porta-voz da empresa, Alex Haurek, afirmou ao site The Verge que "esses comentários representam opiniões pessoais" e não a posição oficial da corporação.
O processo movido pelo The New York Times contra as duas empresas ainda está em tramitação e promete revelar mais detalhes sobre os métodos utilizados para coletar informações utilizadas no treinamento de sistemas de inteligência artificial generativa.
Fonte: The Verge