Ilustradores e outros profissionais da área criativa vêm denunciando há anos que companhias de inteligência artificial generativa utilizam seus trabalhos para alimentar modelos computacionais sem qualquer tipo de permissão. Para esses profissionais, essa conduta se assemelha a um roubo, enquanto defensores da tecnologia sustentam que o acesso amplo a dados é indispensável para sua evolução.
Esse embate tem provocado disputas judiciais acirradas e impulsionado o surgimento de uma nova geração de empresas que se promovem como mais éticas. A Pippa é uma delas: assim como boa parte das companhias que oferecem acesso a modelos de conversão de texto em vídeo, seu principal produto são clipes curtos de conteúdo audiovisual criados pelos próprios usuários, que podem ser combinados entre si.
A questão central que se coloca agora é se oferecer algum tipo de compensação financeira aos criadores basta para convencê-los a aderir a essa nova realidade. A Pippa aposta justamente nessa abordagem, buscando se diferenciar em um mercado cada vez mais competitivo e marcado por controvérsias.
Fonte: The Verge
