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ETF de Bitcoin da BlackRock registra segunda maior saída da história em meio à escalada no Oriente Médio

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O mercado de criptomoedas atravessa um período de intensa aversão ao risco, refletindo as crescentes tensões geopolíticas globais. O principal fundo de investimento em Bitcoin da BlackRock, o iShares Bitcoin Trust (IBIT), registrou na quarta-feira (27) a segunda maior retirada de recursos desde seu lançamento, em janeiro de 2024, evidenciando a cautela dos investidores institucionais diante do agravamento do cenário no Oriente Médio.

Segunda maior saída da história do fundo

Segundo dados compilados pela plataforma SoSoValue, o IBIT sofreu uma saída líquida de US$ 527,8 milhões em um único dia. O valor ficou muito próximo do recorde histórico de resgates do fundo, registrado em 30 de janeiro deste ano, quando o produto registrou retiradas de US$ 528,3 milhões. Essa marca representa um indicador significativo do comportamento dos grandes investidores diante de cenários de incerteza.

Queda do Bitcoin e tensão geopolítica

O movimento de retirada ocorreu em meio à queda do Bitcoin abaixo da faixa de US$ 73 mil. O mercado reagiu negativamente ao aumento das tensões envolvendo Irã e Estados Unidos, após novos ataques militares americanos próximos ao Estreito de Hormuz. Essa região é considerada estratégica para o comércio global de petróleo, e qualquer instability na área gera cautela imediata entre os investidores.

Movimentos relevantes no mercado de ETFs

Além do IBIT, outros ETFs de Bitcoin negociados nos Estados Unidos também registraram retiradas expressivas. Os 11 fundos do segmento acumularam perdas líquidas superiores a US$ 730 milhões no dia, ampliando uma sequência negativa observada nas semanas anteriores. Esse panorama demonstra uma tendência mais ampla de repositionamento por parte dos investidores institucionais.

Operação em dark pool

Um episódio marcante ocorreu um dia antes, quando um investidor realizou uma venda de aproximadamente US$ 1,29 bilhão em cotas do IBIT por meio de uma operação em "dark pool". Esse ambiente privado é utilizado por grandes instituições para negociar volumes elevados sem impactar imediatamente os preços no mercado aberto. Embora essa transação não represente necessariamente uma saída líquida do ETF, analysts avaliam que o fato evidencia a disposição de grandes players em reduzir exposições.

Panorama geral da CoinShares

Relatório divulgado pela CoinShares nesta semana corroborou o momento negativo para os fundos de criptomoedas. Os produtos de investimento em ativos digitais registraram saídas de US$ 1,47 bilhão na semana passada, configurando a terceira pior semana de 2026 para o setor. Com isso, as retiradas acumuladas nas últimas duas semanas alcançaram US$ 2,54 bilhões, evidenciando uma intensificação da aversão ao risco.

Os Estados Unidos concentraram a maior parte das saídas, com US$ 1,425 bilhão em retiradas. Na análise por produto, o iShares da BlackRock liderou as perdas, com US$ 1,1 bilhão em saídas acumuladas na semana passada. O bitcoin respondeu pela maior parte do fluxo negativo, com US$ 1,315 bilhão em retiradas, enquanto produtos ligados ao Ethereum perderam US$ 222,8 milhões.

Mesmo com o avanço regulatório do mercado cripto nos Estados Unidos, as tensões envolvendo o Irã têm se mostrado um fator determinante para o comportamento dos investidores. A combinação entre vendas institucionais, resgates nos fundos e a queda do Bitcoin reforça um movimento de aversão ao risco em meio às incertezas macroeconômicas e geopolíticas que devem continuar influenciando o mercado nos próximos períodos.

Fonte: https://portaldobitcoin.uol.com.br

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