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Evvy levanta 40 milhões de dólares para expandir pesquisas sobre saúde feminina com dados do microbioma vaginal

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Image Credits:Evvy — Fonte: TechCrunch
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A empresa de saúde feminina Evvy anunciou nesta terça-feira a captação de 40 milhões de dólares em uma rodada Série B, liderada pela Catalio Capital Management. Fundada em 2021 por Priyanka Jain, Laine Bruzek e Pita Navarro, a companhia é reconhecida por oferecer o único teste mNGS certificado pelo CLIA e CLEP para análise de microrganismos vaginais, realizado totalmente em casa.

O funcionamento é simples: a paciente coleta uma amostra com um swab na conforto do seu lar e envia pelo correio para o laboratório da Evvy. Lá, o material passa por um sequenciamento mNGS exclusivo desenvolvido internamente. Os resultados são então revisados por médicos cadastrados na plataforma e disponibilizados no portal de saúde da paciente. "Quando a pessoa recebe seus resultados, eles vêm acompanhados de um diagnóstico, interpretação clínica e um caminho claro de próximos passos, incluindo tratamentos personalizados quando pertinentes", explicou Priyanka Jain, CEO e cofundadora da empresa.

Desde sua criação, a Evvy já atendeu mais de 100 mil pacientes em todo o território norte-americano e estabeleceu parcerias com 3 mil profissionais de saúde. A empresa também alcançou marcos científicos expressivos: 15 publicações revisadas por pares, identificação de subtipos inéditos de vaginose bacteriana e descoberta de centenas de genomas do microbioma vaginal que nunca haviam sido catalogados.

Além do atendimento individual, a ambição da empresa vai muito além. O objetivo maior é construir um banco de dados robusto que conecte a biologia do microbioma, sintomas, intervenções médicas e desfechos de saúde. "Estamos criando um ciclo contínuo de feedback que possibilita melhorias no cuidado e a descoberta de novos biomarcadores", afirmou Jain.

Um dos grandes desafios da medicina de precisão atual é justamente a escassez de dados de alta qualidade e representativos sobre o corpo feminino. "Não é possível desenvolver medicina de precisão para mulheres a partir de conjuntos de dados que nunca mediram adequadamente a biologia feminina", pontuou a executiva, destacando que modelos de inteligência artificial frequentemente falham ao responder questões sobre saúde da mulher.

Por isso, a empresa acredita que a inteligência artificial para saúde feminina precisa andar lado a lado com novos dados biológicos em larga escala. "A inteligência artificial pode nos ajudar a identificar padrões em sinais moleculares, hormônios, sintomas, tratamentos, desfechos de fertilidade e outros biomarcadores que a medicina tradicional tem dificuldade em conectar", completou Jain.

Em maio deste ano, a Evvy lançou sua assistente de inteligência artificial chamada EvvyAI, apresentada como uma conselheira para saúde vaginal. A ferramenta traduz os dados do microbioma coletados em orientações em tempo real para as usuárias e direciona pacientes aos médicos quando necessário.

Com essa base de conhecimento, a startup agora expande suas operações para o campo da fertilidade, marcando sua primeira grande investida além da saúde vaginal. Atualmente, a empresa ainda está compilando dados e evidências científicas sobre a relação entre microbiomas vaginais e infertilidade, câncer ginecológico, parto prematuro, taxas de sucesso de fertilização in vitro e perda gestacional recorrente.

No ano passado, a Evvy iniciou um estudo prospectivo utilizando seus testes de microbioma vaginal em clínicas de reprodução assistida. "As mulheres não deveriam ter que aceitar infertilidade sem explicação, perda gestacional recorrente sem causa ou sintomas inexplicáveis como respostas, quando o que isso frequentemente significa é que a medicina ainda não acompanhou os dados disponíveis", desabafou Jain.

O mercado de saúde vaginal conta ainda com concorrentes como JunoBio, TinyHealth e Daye. A longo prazo, a executivo espera que a Evvy possa criar um novo tipo de exame de Papanicolau. "Um teste caseiro e não invasivo que forneça às mulheres insights mais regulares e ricos em dados sobre infecções, inflamação, fertilidade, SOP, endometriose, pré-menopausa, progressão do HPV e muito mais", projetou.

"Não acho que possamos esperar pelos métodos tradicionais de pesquisa acompanharem esse ritmo. Acredito que as mulheres, como pacientes, podem fazer parte de impulsionar a indústria para frente", concluiu Jain.

Fonte: TechCrunch

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