O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia conduziu intensos treinamentos de resposta a incidentes cibernéticos durante a edição mais recente do Exercício Guardião Cibernético. O evento, que mobilizou especialistas de todo o país e do exterior, colocou à prova os protocolos de defesa contra cenários cada vez mais sofisticados de ataques virtuais.
Mais de 1.300 profissionais representando aproximadamente 300 organizações públicas e privadas participaram da operação, que também contou com a presença de representantes vindos de 14 nações diferentes. A ação aconteceu simultaneamente em sete capitais brasileiras: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Belém e Manaus, entre os dias 21 e 25 de setembro.
Na capital amazonense, os especialistas enfrentararam uma situação particularmente desafiadora: a simulação de um ataque de extortionadores digitais que exigiam o pagamento de resgate em moedas virtuais. A equipe multidisciplinar trabalhou nas dependências da Universidade do Estado do Amazonas sob a coordenação de Antônio Luiz Guimarães Silva Lucena, gerente-executivo do órgão, contando com o apoio dos especialistas técnicos Ailton Cortez e Leonardo Rodrigues Garcia de Sena.
Além da pressão tecnológica para conter as brechas nos sistemas, o grupo precisou articular respostas jurídicas baseadas na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, enquanto a equipe de comunicação elaborava comunicados para reduzir os danos à imagem institucional. O controlador de tempo Shelton Furtado Salazar e o assessor jurídico Paulo Raimundo Costa Braga Júnior completaram o núcleo de crise.
Ao longo dos cinco dias de atividades, os participantes enfrentaram diferentes tipos de ameaças virtuais, incluindo invasões em larga escala, roubo de credenciais de executivos, manipulação de sistemas financeiros, emissão de ordens falsas e exposição indevida de documentos em plataformas digitais.
Na sede principal do exercício, instalada na Escola Superior de Defesa em Brasília, o diretor-geral do Censipam, general de Exército Richard Fernandez Nunes, destacou a importância da iniciativa. "Participar de um evento desta magnitude, que chega à sua oitava edição, representa uma grande satisfação. O pioneirismo de 2018 evoluiu para uma iniciativa cada vez mais consolidada e participativa", afirmou.
Os polos de Belém e Brasília dedicaram atenção especial às ameaças que utilizam ferramentas de inteligência artificial para comprometer sistemas interconectados na região amazônica. Em Belém, sob a coordenação do Comando Militar do Norte, os agentes treinaram procedimentos para proteger infraestruturas críticas como redes elétricas, telecomunicações e serviços financeiros.
As atividades foram divididas em duas modalidades: a construtiva, focada no gerenciamento de riscos e prioridades, e a simulação virtual, que permitiu testar vulnerabilidades em ambientes controlados. Os desafios propostos abrangeram seis eixos estratégicos: economia, energia, transportes, recursos hídricos, comunicações e biossegurança.
O general Nunes completou sua participação destacando o papel dos centros regionais. "Ter hubs em Belém e Manaus proporcionou uma oportunidade ainda maior de integração. Agradeço à organização por permitir que o Censipam participasse de forma efetiva não apenas em Brasília, mas também nestas localidades estratégicas".
Fonte: Livecoins