A Sony parece determinada a repetir uma estratégia de sucesso adotada com o PlayStation 5. De acordo com vazamentos e patentes revelados recentemente, o futuro PlayStation 6 continuará oferecendo aos jogadores a possibilidade de expandir o armazenamento interno por meio de um slot dedicado a unidades SSD no formato M.2 2280.
Essa decisão representa um alívio financeiro significativo para os consumidores. A fabricante japonesa evita repetir o erro de criar cartões de memória proprietários, que sempre geraram custos elevados e limitações para os usuários. Com essa abordagem, os proprietários do console atual poderão reutilizar seus SSDs de 1 TB, 2 TB, 4 TB ou 8 TB sem precisar adquirir novos componentes no lançamento.
Em termos técnicos, o novo sistema de armazenamento promete revolucionar a experiência de jogo. O barramento de transferência de dados utilizará o padrão PCIe 5.0 x4 com protocolo NVMe, permitindo velocidades de leitura sequencial de até 14.900 megabytes por segundo e gravação de quase 14.000 megabytes por segundo. Trata-se de um salto impressionante quando comparado aos aproximadamente 5.500 megabytes por segundo alcançados pelo PlayStation 5, que emprega a geração anterior PCIe Gen4.
Essa diferença de desempenho tem como objetivo eliminar definitivamente as telas de carregamento durante os jogos e viabilizar o streaming imediato de recursos gráficos detalhados sem atrasos perceptíveis para o jogador. A Sony também garante retrocompatibilidade total com unidades padrão PCIe 4.0, dispensando investimentos imediatos em módulos de última geração, que historicamente apresentam preços altos nos lançamentos.
No coração do console, a Sony novamente conta com a parceria da AMD para os componentes principais. O processador deve utilizar a arquitetura Zen 6, fabricada em um processo de 3 nanômetros. Para os gráficos, o chip gráfico será baseado na arquitetura RDNA 5, delivering uma potência computacional superior a 40 trilhões de operações por segundo, suportada por memória GDDR7 de alta largura de banda controlada por um sistema de 160 bits.
Para compensar os custos elevados de fabricação de chips gráficos maiores, a empresa planeja integrar unidades de hardware dedicadas ao escalonamento neural através da tecnologia PSSR. Essa solução permite alcançar a meta de 120 quadros por segundo em jogos competitivos e manter 60 quadros por segundo mesmo com efeitos de iluminação realista ativados.
Fonte: IGN Brasil