É preciso reconhecer que a equipe da Game Freak deve transbordar de ideias. O estúdio lança novas aventuras principais de Pokémon com uma precisão quase mecânica, mas, de tempos em tempos, apresenta experimentos curiosos — como um jogo de ação estrelado por um elefante militarizado ou corridas de cavalos transformadas em jogo de cartas. Essas apostas paralelas mostram que a produtora é capaz de ir muito além da mais recente geração de monstros de bolso.
É justamente essa ousadia experimental que torna Beast of Reincarnation tão atraente logo de cara. Trata-se de uma desenvolvedora já consolidada se libertando da franquia que a consagrou para apresentar sua própria visão de um grande jogo de ação. O título chega aos consoles PlayStation 5 e Xbox como uma aposta ambiciosa do estúdio japonês, que busca amadurecer fora de sua zona de conforto e provar que pode dialogar com o público além dos treinadores virtuais.
Contudo, segundo a análise publicada pelo site The Verge, a proposta nem sempre se concretiza com brilho. Faltam ideias realmente novas em Beast of Reincarnation. Em vez de oferecer uma experiência marcante e diferenciada, o jogo acaba repetindo fórmulas já conhecidas do gênero, sem encontrar uma identidade própria que faça jus à reputação da produtora que construiu um dos maiores fenômenos da história dos videogames.
Fonte: The Verge
