A agência federal de segurança viária está ampliando uma investigação sobre um defeito grave nos sistemas de freio de uma ampla gama de veículos da General Motors. O órgão recebeu centenas de relatos de falhas, que agora abrangem mais de 1,1 milhão de unidades, incluindo vários modelos elétricos da montadora e veículos produzidos para as marcas Honda e Acura.
O problema está centrado no sistema de freio por cabo elétrico, conhecido internamente como eBoost. Durante a condução, pode ocorrer uma fratura no eixo do freio, comprometendo a capacidade de frenagem. A montadora garante que, mesmo com essa avaria, o carro ainda consegue manter ativos os freios antibloqueio, o controle de tração e o controle de estabilidade até que o veículo pare por completo. Após a parada, essas funções deixarão de funcionar.
No entanto, o Escritório de Investigação de Defeitos da NHTSA recebeu inúmeras denúncias que contestam essa afirmação. Os relatos indicam que a falha no eBoost resulta em perda imediata da frenagem, criando um risco considerável à segurança. Ao todo, o órgão já catalogou 227 incidentes, número que sobe para 745 quando somados os relatos apresentados diretamente à General Motors.
Entre esses episódios, 22 resultaram em colisões. Em cinco dessas colisões, seis pessoas ficaram feridas, embora, felizmente, nenhum óbito tenha sido registrado.
A investigação pode culminar em um recall abrangente e em novas exigências de segurança. A General Motors informou que está cooperando com as autoridades e que fornecerá mais detalhes à medida que a análise progredir. As autoridades recomendam que proprietários de veículos abrangidos fiquem atentos a qualquer ruído anormal ou perda de eficiência nos freios e procurem uma concessionária caso notem anomalias.
Fonte: Ars Technica

