As empresas Zillow e Redfin finalizaram um acordo com a Comissão Federal de Comércio e cinco estados americanos, encerrando uma disputa judicial que se arrastava desde o ano passado. O acordo foi anunciado na segunda-feira, justamente no dia em que o julgamento estava prestes a começar.
A batalha jurídica teve origem em uma parceria firmada em 2025, quando a Redfin aceitou exibir os anúncios de aluguéis da Zillow em seus sites, renunciando à competição direta pela clientela de anunciantes do setor imobiliário. O pacto poderia ter mantido a Redfin fora do mercado de propaganda imobiliária por até nove anos.
Segundo as autoridades, a Zillow concordou em pagar cem milhões de dólares à Redfin para impedir que a empresa concorresse com ela. A Redfin é proprietária das plataformas Rent.com e ApartmentGuide.com, duas importantes ferramentas de busca por aluguéis nos Estados Unidos.
As empresas justificaram a parceria como uma forma de oferecer aos inquilinos acesso a um maior volume de anúncios. Já a Comissão Federal de Comércio argumentou que a Zillow estava essencialmente comprando a saída de um de seus principais concorrentes do mercado, o que poderia permitir elevação de preços e condições menos favoráveis aos administradores de imóveis.
Pelo acordo proposto, a Redfin será obrigada a voltar ao setor de publicidade de aluguéis. A decisão também elimina barreiras que restringiam a capacidade da empresa de competir de forma independente por clientes de gestão imobiliária.
Apesar da resolução, a relação comercial entre as duas empresas não será completamente desfeita. A Redfin poderá continuar exibindo os anúncios da Zillow, mas poderá voltar a buscar seus próprios clientes, vender espaços publicitários, divulgar anúncios de seus próprios clientes e buscar novos locatários sem a obrigatoriedade de compartilhar informações comerciais sensíveis com a Zillow.
O caso Zillow-Redfin ocorre meses após o acordo entre o Departamento de Justiça e a Ticketmaster, outro processo antitruste envolvendo acusações de que uma empresa dominante utilizou seu poder para sufocar a concorrência. No entanto, vinte e seis dos trinta procuradores-gerais de estados que inicialmente processaram a Live Nation juntamente com o Departamento de Justiça decidiram dar continuidade ao processo e obtiveram vitória em abril.
Fonte: TechCrunch

