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Justiça determina rastreamento de criptomoedas em golpe de R$ 170 mil em Goiás

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Gustavo Bertolucci
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O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO)determinou que o Banco Central do Brasil e a Receita Federal realizem uma operação de rastreamento de criptoativos desviados de uma vítima de um esquema fraudulento. A magistrada Fláviah assinou a decisão no sábado (16), acionando os órgãos de fiscalização estatal em caráter de urgência para garantir a eficácia do inquérito e a preservação do patrimônio subtraído.

A fraude que resultou em prejuízo milionário

O investidor Rodolfo foi approached por criminosos através de um grupo de mensagens em aplicativo de celular. Os fraudadores prometeram rendimentos altos utilizando inteligência artificial em uma plataforma chamada Iguabit, que operava como fachada para o golpe. A promessa de lucros extraordinários seduziu a vítima, que iniciou uma série de depósitos bancários.

A operação do esquema fraudulento

A fraude começou com mensagens de uma suposta assistente virtual identificada pelo nome fictício de "Elena Brooks". Ao todo, a vítima realizou doze depósitos bancários sucessivos em curto espaço de tempo, totalizando R$ 169 mil. Os valores foram convertidos em unidades de ethereum e enviados para endereços de carteira protegidos por senhas.

A decisão judicial de rastreamento

A juíza verificou as provas anexadas ao processo e atestou falhas nos protocolos de segurança de dois bancos. As transferências bancárias ocorreram por intermédio das plataformas da empresa Mercado Pago e de contas do Banco do Brasil. Os documentos fiscais demonstraram a ausência de travas preventivas contra envios suspeitos de capital para redes de outras nações.

"Ao Banco Central do Brasil e à Receita Federal do Brasil, para rastreamento de transações envolvendo criptoativos relacionadas às transferências descritas nos autos, incluindo o endereço de carteira blockchain 0x663c31c889737e2b399b6c1d36bad6b9f6f81a32, identificado nos autos como destinatário de parte dos criptoativos transferidos", diz a decisão da justiça goiana.

Investigação na tecnologia blockchain

O TJGO ordenou a quebra de registros dos criminosos nas redes descentralizadas. A ordem judicial exige o rastreio da tecnologia blockchain para revelar a identidade dos proprietários da carteira receptora. Os peritos deverão cruzar os registros de usuários do governo para entender o trajeto exato das quantias roubadas. Contudo, ainda não está claro se os agentes estatais detêm as ferramentas adequadas para rastrear cifras na rede Ethereum.

Andamento do processo judicial

A defesa do autor pediu a paralisação do saldo das companhias que processaram as transferências na fase inicial da fraude, visando garantir a restituição do dinheiro por falhas nos serviços prestados. O tribunal, porém, negou o pedido preventivo para preservar o direito de resposta prévia das duas marcas bancárias acusadas de omissão no caso.

O processo seguirá para uma mesa de conciliação do fórum local, onde ambas as partes tentarão um acordo de devolução do capital desviado. A vítima tentou resistir aos valores nos meses seguintes, mas sofreu bloqueios sob alegações de falhas técnicas do sistema de resgate na Iguabit.

Fonte: https://livecoins.com.br

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