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Méliuz amplia fatia de Bitcoin por cota e lança novo plano de recompra de papéis

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Sats por ação cresce (Foto/Reprodução). — Fonte: Livecoins
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A companhia de tecnologia Méliuz, listada na B3 sob o código CASH3, comunicou nesta quarta-feira (5) a abertura de um novo programa voltado à aquisição de ações de sua própria emissão. A medida foi aprovada pelo Conselho de Administração com a finalidade de melhorar a distribuição de capital da empresa e ampliar a geração de valor para os sócios. Na mesma decisão, a diretoria determinou o cancelamento das frações remanescentes do programa anterior, divulgado em outubro de 2025.

Em conversa com a reportagem, o diretor de relações com investidores, Marcio Loures Penna, celebrou os números mais recentes. "Mais um trimestre em que registramos um avanço expressivo: crescimento de 18% na receita e de 38% no EBITDA na comparação anual, além de outros marcos operacionais e financeiros inéditos no período. Nos firmamos no mercado como uma plataforma eficiente de retenção de usuários e geração de vendas para os nossos parceiros", afirmou o executivo.

Penna também projetou os próximos passos da organização. "Estamos satisfeitos com a sequência de resultados positivos que temos entregado trimestre a trimestre, mas sabemos que ainda há um longo caminho pela frente. Nossa meta é nos tornarmos o maior programa de fidelidade do Brasil nos próximos anos, e estamos no caminho certo. Abrimos um novo programa porque entendemos que não existe alternativa melhor de geração de valor para os nossos acionistas do que aplicar capital na nossa própria ação", completou. O diretor acrescentou ainda que "o mercado ainda não precificou de maneira adequada os resultados alcançados e o potencial de criação de valor da companhia".

Com a redução da quantidade de papéis disponíveis na Bolsa de Valores, Brasil, Balcão (B3), a fração correspondente a cada investidor cresce de forma proporcional. Na prática, o movimento proporciona um rendimento adicional em Bitcoin de maneira indireta, sem que sejam necessárias novas aquisições da moeda digital. A estratégia beneficia principalmente os investidores que integram a base acionária desde o início das recompras.

Tesouraria em Bitcoin fortalece cada cota

Os demonstrativos contábeis do segundo trimestre deste ano apontam que a empresa mantém sob custódia mais de 600 unidades de Bitcoin. O custo médio de aquisição dos ativos pela tesouraria corporativa ficou em torno de 103 mil dólares. A retração no volume de ações em circulação amplia a representatividade de cada sócio sobre os criptoativos armazenados nos cofres da companhia.

O novo programa aprovado pela diretoria autoriza a compra de até oito milhões de ações ordinárias para permanência em tesouraria. O volume corresponde a 10% do total de papéis da empresa em livre circulação nas plataformas de negociação. O prazo estabelecido para a conclusão das operações é de dezoito meses, contados a partir da aprovação pelo conselho.

Resultados robustos embasam a estratégia

Os balanços mais recentes indicam um caixa corporativo formado por 258 milhões de reais, distribuídos entre moeda corrente e Bitcoin. A companhia opera sem endividamento e considera que o preço atual das ações está abaixo do seu valor intrínseco no mercado. Todo o capital utilizado nas recompras realizadas nos últimos nove meses foi financiado pelo fluxo de caixa gerado pelas atividades comerciais.

No segundo trimestre do ano, a empresa registrou marcas históricas no faturamento líquido corporativo. O indicador de ganhos antes dos descontos de impostos atingiu 109 milhões de reais nos últimos doze meses, oferecendo uma base sólida para a execução das estratégias com ativos digitais no mercado brasileiro.

Derivativos de Bitcoin complementam a operação

Além das recompras, a estratégia da companhia contempla o uso de instrumentos derivativos atrelados à cotação do Bitcoin. A empresa poderá operar contratos de opções de compra e de venda com o intuito de buscar resultados positivos no médio prazo. As transações serão conduzidas com perfil conservador e sem qualquer tipo de alavancagem financeira.

A diretoria aplicará critérios rigorosos de gestão de risco e limites de exposição aos criptoativos em todas as negociações. O propósito é combinar a compra de ações consideradas desvalorizadas com o potencial de valorização do Bitcoin, aproveitando janelas de mercado julgadas favoráveis pela gestão. As instituições financeiras BTG Pactual e a corretora do Itaú atuarão como intermediárias nas operações futuras.

Fonte: Livecoins

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