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Operação Narco Express: Polícia Federal bloqueia criptomoedas de 14 alvos no Nordeste

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PF operação corretoras bitcoin PF cumpre mandado para congelar 14 contas em corretoras de bitcoin no Brasil — Fonte: Livecoins
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A Polícia Federal (PF) deflagrou na quinta-feira passada (6) a Operação Narco Express, com o objetivo de desmontar um esquema criminoso voltado ao comércio e à distribuição de entorpecentes no estado da Paraíba. No total, foram executadas dezoito determinações judiciais contra integrantes da quadrilha, sendo onze mandatos de prisão preventiva e sete ordens de busca e apreensão.

De acordo com os investigadores, a organização funcionava nos moldes de uma loja virtual, utilizando perfis em plataformas digitais para anunciar substâncias sintéticas e naturais a consumidores da região. As ações policiais se concentraram nos municípios paraibanos de João Pessoa e Cabedelo, além de Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte.

O núcleo financeiro da quadrilha recorria ao uso de pessoas interpostas para dispersar e esconder os valores obtidos com a atividade ilícita. A Justiça determinou o congelamento de criptomoedas mantidas em corretoras de bitcoin vinculadas a quatorze suspeitos. As plataformas digitais são obrigadas a bloquear os saldos assim que recebem determinações judiciais dos magistrados brasileiros, embora a PF não tenha informado quais empresas foram notificadas nem os montantes efetivamente disponíveis para bloqueio. A medida busca impedir que o capital de origem criminosa migre para carteiras sob anonimato fora do alcance das autoridades.

A estrutura logística do grupo contava com estufas climatizadas dedicadas ao cultivo hidropônico de maconha em imóveis alugados. Esses locais serviam como pontos de armazenagem temporária antes da distribuição. Entregadores específicos eram responsáveis por levar as substâncias até os compradores, ampliando o alcance da rede e aumentando os ganhos do tráfico. Os policiais recolheram materiais nos endereços alvos para subsidiar as futuras denúncias.

Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico, violência armada e lavagem de dinheiro. A ocultação da origem ilícita dos valores configura o crime de lavagem de capitais. Completam as punições o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens imóveis.

Fonte: Livecoins

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