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Ministério da Justiça promove encontro em Brasília para capacitar agentes de segurança no rastreio de criptomoedas

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Gustavo Bertolucci
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) promoveu, entre os dias 9 e 11 de junho, o terceiro encontro técnico sobre investigações com criptomoedas em Brasília. O evento reuniu agentes de segurança de várias regiões do país com o objetivo de fortalecer o combate a delitos financeiros que envolvem ativos digitais.

Coordenação e estrutura do evento

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) coordinou a programação ao lado do laboratório de crimes cibernéticos do governo brasileiro. O fórum foi realizado no Auditório Tancredo Neves e contou com painéis durante três dias inteiros, aproximando policiais locais e peritos internacionais para debater o rastreamento de transações com bitcoin e outras criptomoedas.

O Instituto de Direito Público (IDP) também recebeu turmas de estudo para uma imersão profunda nas ferramentas de análise visual, proporcionando formação prática aos participantes.

Abertura e participação internacional

A procuradora Ana Paula Bez Batti, representando a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), abriu os ciclos de palestras educacionais. Ela abordou o ecossistema da tecnologia blockchain e os desafios jurídicos no cumprimento de mandados judiciais de apreensão de criptoativos.

O painel contou com a presença de Felipe Barros, representante do Serviço Secreto dos Estados Unidos. O profissional estrangeiro ensinou métodos de busca de rastros em fontes abertas da internet para casos envolvendo criptoativos.

Investigadores do departamento de segurança interna norte-americano также apresentaram processos obscuros de dissimulação de patrimônio. Henrique Amorim e Daniel Montalvão,da Homeland Security Investigations (HSI/DHS), detalharam casos concretos de lavagem de dinheiro conduzidos pela agência.

Estratégias contra fraudes e facções criminosas

O segundo dia de debates concentrou atenção na postura das facções criminosas frente aos sistemas de prevenção de delitos organizados. Um consultor do Departamento de Justiça norte-americano explicou as burlas contra os setores de conformidade das corretoras de criptomoedas.

O agente Chris Christopherson subiu ao palco para transmitir as práticas do FBI no cerco aos cibercriminosos pelo globo terrestre. As agências trocaram relatos práticos para fortalecer a cooperação internacional contra cartéis e grupos de pirataria em grande escala.

O promotor Lister Caldas Braga Filho exibiu os resultados das forças de segurança paulistas contra associações focadas no crime de estelionato. Representando o estado de São Paulo, ele mostrou as vitórias do Ministério Público em ações de quebra de anonimato.

Parcerias com o setor privado

Empresas privadas participaram da rodada de debates para alinhar o trabalho preventivo com as polícias de vários estados brasileiros. Deborah Di Lullo detalhou os trâmites da corporação Tether na colaboração com a lei em bloqueios de saldos suspeitos.

O painel seguinte trouxe a visão do Mercado Bitcoin sobre a ajuda do setor local na asfixia financeira da rede criminal. Vitor Fernandes Gadelha apresentou soluções práticas de combate aos desvios de saldos desenvolvidas pela companhia em território nacional.

A representante Zuzanna Maeji introduziu os conceitos de balcões de troca de dinheiro em formato de laboratório interativo. Funcionária da Crystal Intelligence, ela focou na rota das moedas usadas para apagar os rastros dos líderes de quadrilhas degolpistas.

Laboratório prático e certificação

O encerramento do encontro ofereceu um laboratório prático para os participantes testarem softwares de rastreio de transferências em criptomoedas. Caio Motta conduziu a dinâmica para a empresa Chainalysis com exercícios focados em cenários reais de extorsão e furto patrimonial.

Motta demonstrou a jornada de moedas ilícitas desde a carteira inicial até o saque em caixas de doleiros suspeitos. Tais plataformas aceleram a identificação de fraudadores e poupam horas de cálculos extensos nas delegacias de repressão a roubos.

Autoridades federais emitiram certificados de conclusão para os participantes após as palestras no amplo espaço do IDP em Brasília. As inscrições foram restritas para agentes de segurança do Brasil, não sendo este um evento aberto ao público.

Fonte: https://livecoins.com.br

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