As criaturas aladas da série A Casa do Dragão são muito mais do que meros companheiros dos cavaleiros Targaryen. Elas representam o poderio militar da dinastia e desempenham papéis fundamentais no conflito que divide Westeros. Durante a Dança dos Dragões, essas feras se tornam armas de guerra decisivas, definindo o destino de batalhas e personagens que entraram para a história da ficção fantástica.
A produção da HBO Max adapta a obra de George R. R. Martin e apresenta o auge dessas criaturas lendárias em um período marcado por guerra civil entre Rhaenyra e Aegon II. Cada dragão possui características próprias que os tornam únicos, desde o tamanho impressionante até o temperamento agressivo ou dócil. Conhecer esses animais é essencial para compreender a complexidade do universo criado por Martin.
Entre os 17 dragões principais da série, destacam-se nomes como Vhagar, a maior dragão viva da época, e Caraxes, conhecido por sua agressividade e agilidade. Algumas feras acompanharam membros importantes da família Targaryen durante décadas, enquanto outras surgiram jovem demais para os rigores da guerra. O destino de cada um deles está intrinsecamente ligado ao resultado da guerra civil que assola os Sete Reinos.
Syrax, a dragão de escamas douradas, foi a montaria oficial de Rhaenyra Targaryen desde a juventude. Recebendo seu nome em homenagem a uma deusa valiriana, a criatura permaneceu reclusa em Pedra do Dragão antes do conflito, o que limitou sua experiência em combate. Mesmo assim, tornou-se uma importante arma dos Negros durante a guerra civil e participou de momentos decisivos ao lado da princesa. Seu fim ocorreu durante a Invasão do Fosso dos Dragões, quando desceu para enfrentar os revoltosos em Porto Real e acabou morta no caos que se instalou na capital.
Caraxes, também chamado de Verme de Sangue, era um dos dragões mais temidos da Casa Targaryen. Com escamas avermelhadas, corpo comprido e temperamento extremamente agressivo, pertenceu inicialmente ao príncipe Aemon Targaryen antes de ser montado pelo rebelde Daemon Targaryen. Embora fosse menor que gigantes como Vhagar e Vermithor, compensava a diferença de tamanho com agilidade e grande experiência em combate. Seu confronto mais famoso aconteceu na Batalha Acima do Olho dos Deuses, quando enfrentou Vhagar em um duelo que entrou para a história de Westeros. Caraxes conseguiu derrotar a maior dragão viva da época, mas não resistiu aos graves ferimentos e morreu pouco depois de alcançar a margem do lago.
Vhagar era a maior dragão vivo em A Casa do Dragão e carregava o título de Rainna dos Dragões. Como antiga montaria de Visenya Targaryen, participou da Conquista de Westeros ao lado de Balerion e Meraxes, tornando-se uma das últimas criaturas vivas daquela época. Já bastante idosa durante a guerra civil, carregava cicatrizes de inúmeras batalhas, mas seu tamanho, força e o poder de suas chamas faziam dela a arma mais temida dos céus de Westeros. Após a morte de Laena Velaryon, foi reivindicada por Aemond Targaryen e passou a lutar pelos Verdes. Seu último voo aconteceu na Batalha Acima do Olho dos Dragões, quando enfrentou Caraxes em um duelo devastador que terminou com a morte de ambos os dragões e de seus cavaleiros.
Vermithor, conhecido como Fúria de Bronze, era um dos dragões mais poderosos da Casa Targaryen. Com escamas bronzeadas e asas de tom castanho, foi antiga montaria do rei Jaehaerys I e permaneceu décadas sem aceitar um novo cavaleiro após a morte do monarca. Durante a Dança dos Dragões, era o segundo maior dragão vivo, ficando atrás apenas de Vhagar. Mais tarde, passou a ser montado por Hugh Martelo durante a Semeadura das Sementes. Inicialmente lutando pelos Negros, o cavaleiro traiu Rhaenyra na Primeira Batalha de Tumbleton, mudando o rumo da guerra. Meses depois, já sem montador, Vermithor entrou em combate na Segunda Batalha de Tumbleton, onde enfrentou Fumaresia e Tessarion. Apesar de derrotar Fumaresia, o enorme dragão também sucumbiu aos ferimentos.
Além dos dragões montados, a Dança dos Dragões também contou com três criaturas selvagens que nunca viveram sob o controle da família Targaryen. O mais famoso deles é Canibal, um dragão de grandes proporções que recebeu esse nome por atacar ovos, filhotes e até outros dragões. Extremamente agressivo, nunca aceitou um cavaleiro e passou toda a guerra vivendo livre em Pedra do Dragão. Rouba Ovelhas ganhou fama pelo hábito de atacar rebanhos nas ilhas próximas para se alimentar, sendo posteriormente domesticado. Fantasma Cinzento era o mais discreto dos três, preferindo viver isolado e se alimentar de peixes.
A guerra civil Targaryen foi responsável pelo declínio da dinastia e da era dos dragões em Westeros. Ao longo da Dança dos Dragões, praticamente todas as criaturas envolvidas no conflito acabaram mortas em batalhas, cercos ou durante a Invasão do Fosso dos Dragões. Quando a guerra chegou ao fim, apenas quatro dragões continuaram vivos: Canibal, Rouba Ovelhas, Asaprata e Manhã. Apesar de escaparem da guerra civil, eles não conseguiram impedir o desaparecimento da espécie. Nas décadas seguintes, os últimos dragões morreram e os ovos deixaram de chocar, encerrando uma era que só voltaria a mudar cerca de 150 anos depois, com o nascimento dos dragões de Daenerys Targaryen em Game of Thrones.
Fonte: techtudo
