Jane Schoenbrun apresenta sua mais recente obra cinematográfica, 'Sexo e Morte de Adolescentes no Acampamento Miasma', uma produção que mistura choque, emoção, provocação, calor humano, humor inteligente e elementos surreais. O longa-metragem promete ser o sonho realizado de qualquer entusiasta do gênero slasher.
A sequência inicial do filme demonstra uma atenção minuciosa aos detalhes, reminiscento do estilo de David Fincher. Essa abertura foi desenvolvida a partir de pesquisas realizadas com frequentadores de convenções de terror, garantindo autenticidade para os admiradores do gênero.
A trama acompanha Kris, interpretada por Hannah Einbinder, uma cineasta queer incumbida de produzir um reboot 'woke' de uma franquia de acampamento noturno politicamente incorreto, bastante semelhante à clássica série 'Sexta-Feira 13'.
Durante sua jornada para encontrar Billy Preston, a reclusa sobrevivente do filme original de Camp Miasma, interpretada de forma inspirada por uma Gillian Anderson viciada em junk food, Kris não consegue apresentar sua proposta adequadamente. No entanto, acaba sendo arrastada para uma dimensão fantástica localizada em sua própria mente, enquanto visita o cenário abandonado onde Billy atualmente vive.
Embora o filme tenha sido elaborado para agradar especialmente os superfãs do gênero, Schoenbrun consegue manter o interesse do público geral. A cada momento em que a obra ameaça se tornar cansativa com sua análise interna de clichês, piadas e piscadas de olho ao espectador mantêm a diversão e o foco na história fantástica que a diretora pretende narrar — que, no final das contas, não é verdadeiramente um slasher.
Fonte: Ars Technica

