A casa de análise Bernstein voltou a defender que o segmento de mineração de Bitcoin se transformou em peça-chave para destravar o crescimento da inteligência artificial. Em relatório enviado a clientes nesta quinta-feira, os analistas explicaram que as colaborações entre companhias de inteligência artificial e mineradoras de criptoativos se tornaram indispensáveis diante das crescentes limitações de energia e de infraestrutura computacional que travam a expansão do setor.
De acordo com a plataforma de acompanhamento de negócios da mineradora mantida pela Bernstein, julho registrou um novo contrato ligado à inteligência artificial por semana. No acumulado, os acordos já ultrapassam 7,5 gigawatts de capacidade combinada, o que equivale a cerca de 150 bilhões de dólares em compromissos firmados para os próximos anos.
Os especialistas reforçaram que a capacidade de processamento de terceiros proveniente das mineradoras de Bitcoin seguirá extremamente valorizada, já que o acesso a fontes de energia permanece como o principal entrave para a indústria de inteligência artificial. A situação se torna ainda mais delicada em razão da resistência política cada vez maior à construção de novos data centers em solo norte-americano, o que amplia a busca por soluções alternativas.
A Bernstein confirmou que mantém posição acima da média no setor de mineração de Bitcoin, apostando que a infraestrutura energética dessas empresas será determinante para alimentar a próxima geração de aplicações baseadas em inteligência artificial. A convergência entre as duas indústrias é vista pela gestora como uma das tendências mais relevantes do mercado de tecnologia para os próximos anos.
Fonte: Cointelegraph.com News
