Reportagem do portal Axios revela que o conjunto de orientações elaborado pelo governo dos Estados Unidos para analisar possíveis ameaças à cibersegurança provenientes de sistemas avançados de inteligência artificial é bastante limitado e impreciso. As diretrizes, que têm caráter voluntário, não incluem em seu escopo os chamados modelos abertos, isto é, aqueles cujo código-fonte pode ser baixado livremente e examinado por qualquer usuário.
O documento vai além ao afirmar de forma explícita que o mecanismo não poderá ser utilizado para impor restrições a esses modelos depois que forem divulgados publicamente. A estrutura de testes foi desenvolvida após o presidente Donald Trump assinar, em junho, uma ordem executiva na qual solicitava que empresas do setor de inteligência artificial submetessem seus modelos de fronteira ao governo federal antes do lançamento, com a finalidade de abordar questões de segurança digital.
O texto menciona ainda o papel do coordenador de inteligência artificial da Casa Branca, embora a reportagem original tenha sido cortada antes de apresentar mais detalhes sobre as atribuições dessa função dentro do novo conjunto de regras.
Fonte: The Verge
