A tecnologia DLSS 5 da Nvidia, apresentada pela empresa em março de 2026 como promessa para levar renderização neural aos videogames, acabou vazando antes do esperado. O recurso foi encontrado no acesso antecipado do NBA 2K27, dentro de um arquivo chamado nvngx_dlssnr.dll — onde "nr" aparentemente significa renderização neural.
A descoberta foi feita pelo usuário do Twitter @renan_maniero ao vasculhar os arquivos do jogo de basquete. O fato de o arquivo existir já seria curioso por si só, mas alguns desenvolvedores independentes decidiram ir além e conseguiram adaptar o recurso para funcionar em outros jogos.
Um desses entusiastas criou uma modificação que insere a tecnologia no jogo Control, conforme noticiado pelo Gizmodo. Nos materiais compartilhados na plataforma, é possível observar controles deslizantes que permitem ajustar a máscara automática de pele, a intensidade e o estilo da renderização neural — funcionalidades que a Nvidia havia destacado quando revelou a tecnologia.
Um vídeo publicado no YouTube mostra o recurso em funcionamento. Os resultados, no entanto, são controversos: quando a renderização neural é ativada, o desempenho cai drasticamente, passando de 95 quadros por segundo para apenas 53. Além disso, o efeito está limitado aos modelos dos personagens, fazendo com que a protagonista Jessie pareça agotada ou sonolenta.
No fórum dedicado à Nvidia, outros desenvolvedores independentes conseguiram aplicar a tecnologia em The Last of Us Part 2. As opiniões estão divididas: enquanto alguns usuários afirmam que o resultado parece "estragado", outros defendem que os personagens ganham mais detalhes e aparentam ser mais realistas, assemelhando-se menos a animações-cartões-postais.
É importante ressaltar que a tecnologia ainda se encontra em fase inicial de desenvolvimento. Quando os desenvolvedores conseguirem integrá-la de forma nativa aos jogos e otimizá-la adequadamente, o impacto no desempenho provavelmente será menor. Ainda assim, chama a atenção o fato de o DLSS 5 ser um dos primeiros componentes do pacote de inteligência artificial da Nvidia a provocar perda de rendimento.
Com o arquivo DLL que habilita a tecnologia agora facilmente acessível, resta apenas uma questão de tempo até que ela chegue ao mercado de forma oficial. Porém, se o desempenho da RTX 5090 é reduzido pela metade, talvez não valha a pena activar o recurso tão cedo — especialmente considerando que novas gerações de placas de vídeo ainda estão por vir. O debate sobre a qualidade visual provavelmente continuará por anos, mas é o impacto no desempenho que costuma definir se os jogadores de computador vão adoptar ou rejeitar uma nova tecnologia. O ray tracing, por exemplo, demorou alguns anos até ser amplamente activado pelos usuários, justamente porque em seus primórdios causava queda massiva na taxa de quadros.
Fonte: IGN Brasil

