Um alto funcionário da autoridade reguladora do Reino Unido advertiu que os órgãos de fiscalização estão em uma "corrida armamentista" para acompanhar o uso da inteligência artificial nos serviços financeiros, com milhões de pessoas recorrendo à tecnologia para auxiliar em suas decisões financeiras pessoais.
Sheldon Mills, diretor executivo da Autoridade de Conduta Financeira (FCA, na sigla em inglês), afirmou em entrevista ao Financial Times que o órgão regulador precisará de poderes mais amplos para acompanhar o crescimento acelerado da inteligência artificial. Ele pediu às autoridades britânicas que avaliem se o uso de ferramentas como ChatGPT, Claude, Gemini e outros modelos de linguagem de grande escala deve estar sujeito às suas regras.
Mills falou antes da publicação, nesta segunda-feira, de um relatório comissão pela FCA sobre o impacto da inteligência artificial nos serviços financeiros. O dirigente disse que os reguladores da área tendrán que adotar a própria inteligência artificial para acompanhar a "velocidade, ritmo e escala das mudanças" que a tecnologia está trazendo ao setor, além de auxiliar no "monitoramento, detecção e enfrentamento dos riscos".
Fonte: Ars Technica
