A Comissão de Valores Mobiliários esteve presente em um evento dedicado ao futuro da tokenização de ativos na capital fluminense na última sexta-feira. O encontro reuniu diretores da autarquia federal com representantes da corretora de criptomoedas Binance e da rede Base para trocar visões sobre o cenário das finanças digitais no Brasil. O Instituto Livre Mercado foi o responsável por organizar a programação de painéis, que contou com a participação ativa de membros do Grupo de Trabalho de Tokenização. O objetivo central dessas discussões consiste em aproximar as perspectivas dos reguladores governamentais das práticas dos principais agentes do mercado de capitais brasileiro.
A abertura do evento contou com as falas do diretor da autarquia, João Accioly, e do presidente do instituto responsável pela organização, Rodrigo Saraiva. Na sequência, Tiago Sarandy, representante da Binance, subiu ao palco junto com as autoridades para dar início aos debates sobre o panorama financeiro nacional. O time de modernização do Estado aproveitou a oportunidade para apresentar aos participantes o andamento dos estudos em desenvolvimento sobre o tema.
José Alexandre Vasco, superintendentende responsável pela modernização da agência reguladora, conduziu a exposição sobre os avanços governamentais ao lado de Marcelo Firmino dos Santos. Durante sua manifestação, Accioly realizou uma analogia interesante ao comparar as normas burocráticas defasadas com um carteiro incumbido de entregar mensagens eletrônicas aos cidadãos. O entendimento do diretor aponta para a urgente necessidade de modernizar a legislação para acompanhar os avanços tecnológicos e extrair o máximo proveito das inovações disponíveis.
A pauta completa foi organizada em quatro frentes distintas para examinar os desafios da transição financeira para o ambiente digital. A segunda mesa reuniu especialistas em infraestrutura civil, com a participação de Carlos Eduardo Galhardo e Antônio Carlos Berwanger, ambos vinculados às superintendências técnicas governamentais. Neste painel, os debatedores Carlos Roveran, do projeto Laqus, e Ricardo de Holanda Janesch, representante da companhia Roit, trouxeram contribuições relevantes para o debate.
O terceiro eixo temático voltou sua atenção para a competição entre as bolsas de valores de nova geração que atuam no país. Maria Júlia Argollo marcou presença como porta-voz da blockchain Base, desenvolvida pela corretora Coinbase, para manter um diálogo direto com Egmon Henrique de Oliveira Costa, superintendentende de relações institucionais. Juntos, os dois analisaram quais obstáculos e incentivos podem estimular uma concorrência saudável entre as plataformas de negociação presentes no mercado brasileiro.
A rodada final de apresentações tratou da adoção de sistemas de registro distribuído pelas empresas associadas ao ecossistema financeiro regional. Paloma Sevilha, representante do ambiente BEE4, conduziu uma troca de opiniões estratégicas com Claudio Gonçalves Maes e Jorge Alexandre Casara, chefes de fiscalização do órgão federal. O encontro buscou estabelecer um modelo inédito de conversa entre os elaboradores das normas regulatórias e os operadores que efetivamente movimentam as finanças no cenário nacional.
Fonte: Livecoins