A desenvolvedora responsável pelo icônico jogo de quebra-cabeça criado em 1984 emitiu um comunicado oficial após a administração presidencialamericana lançar um jogo que utiliza a mesma mecânica de gameplay sem autorização. O título não autorizado, chamado "Construa o Muro", foi disponibilizado junto com outros quatro games em uma plataforma digital do governo dos Estados Unidos.
No pronunciamento compartilhado nas redes sociais, a empresa manifestou sua posição de forma enfática: "No Tetris, acreditamos no poder da conexão e de unir as pessoas, e não de separá-las." A mensagem dirigida aos jogadores incluía ainda palavras de apoio à comunidade: "Aos nossos fãs ao redor do mundo: nós amamos vocês, nós vemos vocês, e somos gratos por tê-los em nossa comunidade."
Além do texto principal, a companhia adicionou dois esclarecimentos importantes ao comunicado. No primeiro, destacou que "A Tetris Company não participou da criação de 'Construa o Muro'." Já no segundo post, deixou um aviso claro: "Levamos violação de direitos autorais muito a sério."
Os jogos lançados pelo governo americano no site Arcade.gov funcionam como variações de títulos clássicos, porém com temáticas que reforçam políticas migratórias do atual governo. O game "Construa o Muro" incentiva os jogadores a "proteger a fronteira da horda que se aproxima."
Este não é um caso isolado. Ao longo dos anos, diversos artistas musicais enviaram notificações de retirada por infração de direitos autorais ou cartas de cessação ao ex-presidente Trump pelo uso não autorizado de suas músicas em eventos de campanha.
No ano anterior, a empresa responsável pela franquia Pokémon também publicou um pronunciamento se afastando de um vídeo divulgado pelo Departamento de Segurança Interna, que havia utilizado propriedade intelectual da marca para promover operações de fiscalização migratória. A empresa salientou que não cedeu permissão para tal uso.
Fonte: Mashable

