Não é preciso gastar uma fortuna em ventiladores portáteis para enfrentar as ondas de calor do verão. Essa é a conclusão de um teste completo realizado por um jornalista especializado em tecnologia, que comparou modelos acessíveis da chinesa JisuLife com concorrentes premium como o Dyson HushJet Mini Cool e o Shark ChillPill.
No início do verão, o jornalista comprou dois ventiladores JisuLife Life10 S na Costco por aproximadamente 25 dólares cada, o equivalente a cerca de 32 dólares na Amazon. Trata-se de um dos modelos mais básicos da empresa, que há uma década se dedica à fabricação de dispositivos de refrigeração pessoal. O catálogo da marca inclui versões que chegam a custar quase 100 dólares, com recursos como carregamento reverso para alimentar celulares e mais de cem configurações de velocidade.
O Life10 S possui características simples, porém funcionais. Na parte trasera, um interruptor deslizante impede que o aparelholigue acidentalmente dentro de mochilas. Na frente, um único botão alterna entre cinco velocidades de ventilação. Há também um visor simples que mostra a carga restante da bateria e a velocidade selecionada ao ligá-lo.
A bateria de 5.000 miliampères-hora impressionou pelo tempo de duração. Na metade da potência, que segundo o jornalista é suficiente para resfriar mesmo nos dias mais quentes, o ventilador funcionou por mais de 16 horas consecutivas. “Isso é muito mais tempo do que meu filho aguentou no parque aquático”, escreveu.
Em comparação, o Dyson HushJet Mini Cool, que custa 99,99 dólares, oferece até seis horas de autonomia na potência mínima, segundo a própria empresa. Na velocidade máxima, o jornalista relata que o aparelho morreu após pouco mais de uma hora. Além disso, mesmo na configuração mais baixa, o ruído do equipamento da Dyson foi descrito como agudo e incômodo, reminiscente de seus aspiradores.
O ventilador da JisuLife, por outro lado, produz um som de frequência muito mais baixa, tornando-o tolerável por longas períodos, mesmo na potência máxima. “É simples, mas o Life10 S faz seu trabalho de forma silenciosa e por um tempo surpreendentemente longo”, destacou o jornalista.
O autor também testou o Shark ChillPill, que custa 149,99 dólares e combina ventilação com uma placa de metal refrigerante que supostamente pode reduzir a temperatura da pele em até nove graus Celsius. Segundo a SharkNinja, o aparelho funciona por até 11 horas na potência mínima, ou uma hora e meia na máxima. Embora a tecnologia pareça eficaz, o jornalista afirmou não pretender gastar essa quantia para descobrir.
Os ventiladores de pescoço wearable também foram testados, mas não atenderam às expectativas. “A brisa se espalha por toda a extensão do ventilador e não parece tão intensa quanto a de um portátil. Além disso, usar o equipamento posiciona o motor bem embaixo do ouvido, criando um zumbido constante”, explicou.
Após um verão bem-sucedido com os ventiladores JisuLife, o jornalista afirmou que continuará buscando promoções em outros modelos da marca, incluindo uma versão mãos-livres para usar no pescoço. “Também espero que essas alternativas mais baratoas continuem sendo a primeira coisa que colocaremos na mala para nossas aventuras durante o resto do verão e provavelmente nos próximos anos.”
Fonte: The Verge
