O Bitcoin iniciou a semana em terreno negativo, sendo negociado abaixo de US$ 73 mil nesta segunda-feira (1). A queda reflete o momento delicado dos investidores institucionais, que continuaram retirando recursos dos fundos de índice (ETFs) de Bitcoin pelo décimo dia consecutivo. Nesse cenário, o mercado de criptomoedas se descola das bolsas de valores, que sobem impulsionadas pelas ações de tecnologia, enquanto o petróleo avança amid das tensões entre EUA e Irã.
Desempenho das principais criptomoedas
Na manhã desta segunda-feira, a maior criptomoeda do mundo recuava 1,4%, sendo cotada a US$ 72.723 em 24 horas. No Brasil, o Bitcoin era negociado em torno de R$ 367.594, conforme dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum também sentiu a pressão do mercado, tombando 1,6% e sendo cotado a US$ 1.984. Já o XRP registrou queda de 2,6%, enquanto a Solana apresentou baixa de 2,1% e a BNB recuou 2,7%. Em sentido oposto, a Hyperliquid se destacou positivamente, subindo 5,8% no período.
Saída histórica dos ETFs de Bitcoin
O comportamento dos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA continua sendo um dos principais motores da queda da criptomoeda. Na sexta-feira passada, esses fundos registraram o décimo dia seguido de saídas líquidas, com US$ 2,97 bilhões retirado entre os dias 15 e 29 de maio, segundo dados da SoSoValue. Essa sequência representou um novo recorde, superando as oito sessões consecutivas de saída estabelecidas no início de 2025. O dia 27 de maio foi marcado por uma saída expressiva de US$ 733 milhões em um único dia, a maior desde janeiro.
O total de ativos líquidos dos ETFs de Bitcoin despencou de US$ 104,29 bilhões em 15 de maio para US$ 94,17 bilhões na sexta-feira, indicando uma perda significativa de capital em um período relativamente curto.
ETFs de Ethereum e panorama geral
Os fundos de Ethereum enfrentam um cenário ainda mais desafiador. Os ETFs da segunda maior criptomoeda do mundo registraram 14 sessões consecutivas de saídas líquidas, com aproximadamente US$ 2,6 bilhões removidos de ativos no mesmo período. Esse dado evidencia uma fuga generalizada de capital do mercado de criptomoedas por parte dos investidores institucionais.
Fatores de pressão no mercado
Além das saídas dos ETFs, outros elementos contribuíram para otom negativo do Bitcoin nesta segunda-feira. O petróleo avançou significativamente, com o barril tipo Brent superando US$ 93, enquanto os esforços diplomáticos para reabrir o Estreito de Ormuz não registraram progressos relevantes. As tensões geopolíticas no Oriente Médio permanecem elevadas, o que tem pressionado os títulos do Tesouro americano em toda a curva de juros.
Análise e perspectiva de curto prazo
Segundo André Franco, CEO da Boost Research, no atual patamar de preço, o Bitcoin apresenta uma expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa.尽管 o ambiente nas bolsas de tecnologia seja favorável, o BTC continua demonstrando fraqueza relativa e opera próximo da mínima intradiária, indicando que o fluxo comprador segue concentrado em inteligência artificial, não em criptomoedas.
Franco destaca que a alta do petróleo, a ausência de avanços nas negociações no Golfo Pérsico e a pressão dos rendimentos (yields) reduzem o apetite por ativos de risco nas próximas 12 horas. No curto prazo, o Bitcoin tende a oscilar entre US$ 72.500 e US$ 74.500, com risco de teste da parte inferior caso o petróleo prossiga em alta ou os dados de atividade e emprego dos EUA reforcem a percepção de juros mais altos por mais tempo.
