A Comissão Europeia anunciou nesta semana uma nova rodada de sanções contra a Rússia, incluindo pela primeira vez o banimento de plataformas de criptomoedas utilizadas para burlar restrições financeiras internacionais. A medida faz parte do 21º pacote de sanções imposto pela União Europeia desde o início do conflito na Ucrânia.
Plataformas de criptomoedas no alvo
A proposta liderada pela alta representante da UE para Assuntos Estrangeiros, Kaja Kallas, prevê a proibição de transações em 11 plataformas de criptoativos. Essas plataformas são acusadas de facilitar a evasão das sanções ocidentais impostas à Rússia, permitindo que entidades russas continuem movimentando recursos internacionalmente apesar das restrições.
Alvos das novas sanções
Além das plataformas digitais, o pacote amplia as sanções contra bancos russos, fabricantes de armas, comerciantes de petróleo e refinarias. A lista de entidades sancionadas inclui empresas e organizações localizadas fora do bloco europeu, demonstrando o esforço da UE em atingir redes globais que supostamente auxiliam a Rússia a contornar as limitações comerciais e financeiras.
Expansão das restrições a serviços de criptoativos
Kaja Kallas anunciou em publicação na rede social X que a União Europeia também endurecerá as regras para serviços de criptoativos em determinados países terceiros. A medida visa cerrar-fileiras contra tentativas de circumventação das sanções por meio de jurisdições alternativas, reforçando o controle sobre fluxos financeiros que possam beneficiar o complexo militar-industrial russo.
Contexto e próximos passos
Este novo pacote representa a 21ª leva de sanções desde 2022, mostrando a continuidade do compromisso europeu em Pressionar economicamente a Rússia. A proposta ainda precisa ser aprovada pelos Estados-membros antes de entrar em vigor, mas sinaliza a intenção da UE em ampliar o arsenal de medidas restritivas contra o governo de Vladimir Putin.
Fonte: https://cointelegraph.com
