A SpaceX realizou nesta semana a maior oferta pública de ações já vista no mercado financeiro, transformando o CEO Elon Musk no primeiro trilionário do mundo. Apesar de carregar o nome de empresa espacial em sua razão social, a SpaceX tem destacado o potencial de sua divisão de inteligência artificial, o que sinaliza uma mudança estratégica significativa.
Essa movimentação abre caminho para que outras gigantes do setor de IA, como OpenAI e Anthropic, sigam o mesmo caminho e realizem seus próprios debuts no mercado acionário. O cenário foi discutido no episódio mais recente do podcast Equity, do TechCrunch, com a participação das jornalistas Kirsten Korosec e Sean O'Kane.
"Temos a SpaceX não apenas absorvendo uma parcela enorme do dinheiro disponível nos mercados públicos, mas também testando os limites do que uma empresa de capital aberto pode ser e o quanto pode ser controlada por uma única pessoa", observou Sean O'Kane durante a conversa.
Kirsten Korosec chamou atenção para o fenômeno de outras startups tentando aproveitar o momento do IPO da SpaceX. "Há um efeito cascata acontecendo no mercado que acho ainda mais interessante do que a manchete sobre Elon se tornar trilionário", afirmou.
A transformação não se limita às empresas de tecnologia. Fabricantes tradicionais como Ford e General Motors estão redirecionando sua capacidade de produção de baterias para fornecer energia a data centers, movimentando bilhões emWall Street. Quando a Ford anunciou seu negócio de armazenamento de energia, suas ações dispararam.
O mercado também presencia uma mudança na composição dos gigantes tecnológicos. O tradicional acrônimo FAANG, que reunia Facebook (Meta), Amazon, Apple, Netflix e Google (Alphabet), está dando lugar ao MANGOS, agora formado por Meta, Anthropic, NVIDIA, Google, OpenAI e SpaceX. A entrada de laboratórios de IA nesse grupo representa uma alteração significativa no perfil das empresas que dominam o mercado acionário.
Fonte: TechCrunch
