O Senado dos Estados Unidos manifestou-se de forma categórica contra qualquer possibilidade de clemência para Sam Bankman-Fried, fundador da plataforma de exchange de criptomoedas FTX. Em votação realizada na quarta-feira (15), todos os senadores presentes aprovaram por unanimidade uma resolução que rejeita expressamente o perdão presidential ou a comutação de pena para o ex-bilionário.
Bankman-Fried havia protocolado em junho um pedido formal solicitando um perdão presidential de Donald Trump. Anteriormente, o atual presidente norte-americano havia concedido clemência a outros executivos do setor de criptomoedas que foram processados durante o governo Biden. No entanto, segundo os senadores, os casos são completamente distintos, uma vez que não envolviam o desvio sistemático de fundos de clientes.
Em nota oficial, o Senado americano deixou claro seu posicionamento: “Expressando o entendimento do Senado de que, sob nenhuma circunstância, Samuel Bankman-Fried deve receber clemência executiva, incluindo perdão presidential ou comutação de pena, e reafirmando o compromisso do Senado com o Estado de Direito e a integridade do sistema financeiro dos Estados Unidos.”
Condenado a 25 anos de prisão após a falência da FTX, Sam Bankman-Fried viu sua vida se transformar radicalmente. A exchange utilizava o dinheiro dos clientes para realizar outros investimentos, transferindo bilhões de dólares para a empresa Alameda Research. A plataforma não possuía criptomoedas suficientes para honrar os saques dos clientes, negociando na prática ativos que sequer existiam.
Os promotores que conduziram o caso classificaram a FTX como “uma das maiores fraudes financeiras da história dos Estados Unidos”. A pena imposta ao fundador reflete, segundo a justiça americana, a escala extraordinária e a natureza deliberada dos crimes, a falta de remorso e os danos catastróficos infligidos a milhões de vítimas.
Mesmo após a condenação, o ex-bilionário aparentemente ainda não reconhece a gravidade dos crimes cometidos. Em sua defesa, ele argumentou que parte do dinheiro desviado foi utilizada em outros investimentos, sustentando que a FTX teria recursos para pagar seus clientes. Contudo, a justiça rejeitou essa argumentação.
Sam Bankman-Fried occasionally utiliza suas redes sociais para se comunicar com o público, embora afirme que sua conta no X (antigo Twitter) é administrada por terceiros. A conta ainda mantém aproximadamente 1 milhão de seguidores. Entre suas últimas publicações, destacam-se textos sobre o bom desempenho do mercado de ações e republicações sobre possíveis ganhos de investimentos em empresas como Anthropic, SpaceX, Solana, Robinhood, Genesis Digital e Cursor.
Caso a fraude não tivesse sido descoberta, é possível que a FTX conseguisse lidar com uma corrida de saques e ainda obter lucros expressivos dessas operações. Como resultado desse escândalo, o mercado de criptomoedas passou a tratar a prova de reservas das corretoras com maior seriedade, buscando evitar a repetição de erros semelhantes.
Fonte: Livecoins
