O executivo-chefe da BlackRock, Larry Fink, voltou a comentar nesta semana sobre os riscos relacionados ao uso de alavancagem no Bitcoin. Segundo ele, o excesso de endividamento no mercado de criptomoedas sempre foi uma preocupação, porém esses excessos foram eliminados, proporcionando maior estabilidade ao setor.
Durante entrevista à CNBC, Fink se disse otimista em relação aos mercados para os próximos doze meses. Além do tema principal, o dirigente abordou outros assuntos relevantes, como inteligência artificial, infraestrutura, data centers, energia e a própria BlackRock.
O ETF de Bitcoin da BlackRock acompanha a queda do mercado, mas o dirigente mantém perspectiva positiva. Com o Bitcoin perdendo mais de 50% de seu valor em relação à sua máxima histórica, o fundo da BlackRock registrou volumosas saídas nos últimos meses. Em relação a maio, a gestora viu aproximadamente 90 mil bitcoins deixarem o seu fundo. Os ETFs tiveram uma grande redução em suas carteiras no período, com destaque para o IBIT da BlackRock.
Apesar do cenário desafiador, o IBIT registrou entradas em seis dos últimos nove dias de negociação, sinalizando uma reversão dessa tendência de saída.
Questionado sobre se a alavancagem nos mercados em geral poderia representar um risco, Larry Fink destacou que os níveis caíram em comparação com 2008/2009 e, na sequência, utilizou o próprio Bitcoin como exemplo. Ele afirmou que sempre se preocupou com a alavancagem no Bitcoin e nas criptomoedas, pois havia participantes excessivamente endividados nesse mercado. Segundo o executivo, foi por isso que ocorreu a eliminação dos excessos, e ele acredita que há mais estabilidade nos níveis atuais. No entanto, Fink ponderou que não vê tanta alavancagem implícita, considerando a escala dos mercados de capitais atuais.
Em relação ao Bitcoin, o mercado de criptomoedas viveu seu maior evento de liquidação da história no dia 10 de outubro, quando 19,16 bilhões de dólares foram liquidados do mercado de futuros.
Sobre o futuro, Fink demonstrou entusiasmo ao afirmar que está muito otimista com os mercados nos próximos 12 meses.
Além do Bitcoin, Larry Fink também comentou sobre diversos outros temas durante a conversa. Um dos destaques foram ações de empresas vinculadas à inteligência artificial, especialmente fabricantes de memórias, cuja demanda, segundo Fink, está crescendo mais rápido do que a oferta.
Ainda nessa linha, o CEO da BlackRock pointed out que os Estados Unidos precisam gerar mais energia elétrica para atender a este setor em ascensão. Ele salientou que a China está construindo 100 gigawatts de energia nuclear e praticamente 100 gigawatts de energia solar, se preparando para a revolução da inteligência artificial e para a necessidade de energia. O executivo expressou preocupação ao afirmar que os EUA não estão fazendo o suficiente e que ver estados impositionarem uma moratória não é a resposta. Segundo ele, a questão é como fornecer mais energia rapidamente, por que não começar a focar em como fornecer mais energia para não aumentar os preços da eletricidade e ainda assim ser o centro da revolução da inteligência americana.
Fonte: Livecoins
