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Foxbit Infra se consolida como backbone do dólar digital no Brasil e mira metade do mercado de serviços cripto

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Foxbit já responde por mais de 41% do dólar digital negociado no Brasil e agora vira infraestrutura financeira completa para bancos e fintechs — Fonte: Livecoins
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A Foxbit completa sua maior transformação corporativa ao rebranding da divisão Foxbit Business para Foxbit Infra. A mudança de nomenclatura reflete um salto expressivo de escala: com mais de uma década de atuação, o grupo já movimentou R$ 55 bilhões e responde por mais de 41% de todo o volume de stablecoins (USDT e USDC) negociado no país nas últimas duas semanas.

O reposicionamento ocorre em um momento estratégico para o mercado financeiro nacional. Bancos e fintechs brasileiras buscam incorporar criptoativos e câmbio digital a seus produtos, mas evitam construir essa estrutura internamente. É justamente essa lacuna que a nova Foxbit Infra pretende ocupar, oferecendo uma plataforma modular e completa via API.

A infraestrutura já opera dentro de instituições como 99Pay, Genial e PicPay, entre outras. "Reorganizamos o que era a Foxbit Business em uma infraestrutura completa, modular e conectada ao mundo, desenhada para escalar com o mercado", explica Ricardo Dantas,CEO da empresa. A meta declarada é ambiciosa: fazer com que mais da metade dos serviços de cripto e câmbio digital no Brasil sejam construídos sobre a plataforma da Foxbit.

O modelo de negócios permite que cada cliente utilize apenas os módulos necessários. Bancos podem acessar exclusivamente o livro de ordens, fintechs podem adicionar custódia de ativos, e corretoras de câmbio podem operar apenas com stablecoins. Todo o sistema gira em torno de um núcleo unificado que combina cripto e câmbio com verificação de identidade (KYC), monitoramento de transações (KYT), verificação de empresas (KYB), verificação de investidores (KYE), combate à lavagem de dinheiro (AML) e relatórios ao Banco Central já integrados.

A oferta da empresa está organizada em cinco frentes principais. A primeira é o Crypto-as-a-Service, que oferece compra, venda e custódia de ativos digitais com a marca do parceiro, incluindo ativos reais tokenizados. O Liquidity Engine fornece liquidez institucional, com roteamento inteligente de ordens entre mais de 110 livros de ordens e market making próprio. O Payment Layer atua em câmbio digital e pagamentos, com remessas internacionais via stablecoin (real-USDT-dólar), ponte on-chain a partir do Pix e pagamentos gerenciados. A Institutional Custody oferece custódia qualificada através de parcerias com BitGo e Fireblocks, tesouraria corporativa e carteiras institucionais. Por fim, o Prediction Market fornece infraestrutura via API para lançamento de mercados preditivos.

Os números comprovam a força da operação. Apenas no último mês, mais de R$ 1 bilhão em USDT e USDC foram negociados pela plataforma. Essa performance é sustentada por um conjunto robusto de credenciais regulatórias. A empresa opera sob a regulação de ativos digitais do Banco Central, em processo de autorização como Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (PSAV). Conta com certificações SOC 2 Tipo 2 e ISO 27701, garantindo segurança operacional e privacidade de dados em conformidade com a LGPD. Também mantém reporte mensal ao Banco Central, incluindo informações acam212, travel rule, cadocs e cosif/BDV. Além disso, possui autorização da CVM para operações de crowdfunding, habilitação para câmbio via cripto e stablecoin conforme a Resolução BCB nº 521, e reporte mensal à Receita Federal através do DeCripto (IN 2.291/2025).

Para João Canhada, fundador da empresa, o momento representa o fim de um ciclo e o início de outro. "Fundei a Foxbit em 2014 para ser uma corretora. O mercado evoluiu, a Foxbit evoluiu junto e o que começou como um produto para o investidor virou infraestrutura para o mercado inteiro", afirmou o empreendedor. Segundo ele, "não vendemos só cripto para empresas: somos a infraestrutura financeira sobre a qual elas constroem os próprios produtos".

Fonte: Livecoins

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