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Tomada inteligente vale a pena? Guia completo explica quando o investimento realmente compensa

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Fonte: techtudo
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As tomadas inteligentes surgem como uma solução prática para quem busca reduzir o desperdício de energia em casa. Esses dispositivos permitem controlar o consumo de aparelhos que ficam em modo de espera, o famoso stand-by, e podem ajudar a diminuir o valor da conta de luz. No mercado brasileiro, os preços variam entre R$ 60 e R$ 90, tornando o acesso relativamente acessível para quem deseja automatizar a residência.

A tecnologia funciona de forma simples: a tomada inteligente é instalada entre a tomada da parede e o equipamento eletrônico, permitindo controlar o fornecimento de energia pelo celular ou por assistentes virtuais. Além de ligar e desligar dispositivos remotamente, alguns modelos oferecem recursos como programação de horários, automações e, nos casos mais completos, medição de consumo em tempo real. Essa última função é especialmente útil para identificar quais aparelhos mais impactam na conta de energia.

O consumo fantasma representa um problema invisível nas residências brasileiras. Mesmo desligados, muitos equipamentos continuam consumindo energia, como televisões, videogames, decodificadores, micro-ondas com relógio, cafeteiras e carregadores deixados na tomada. Segundo a Agência Internacional de Energia, esses aparelhos podem representar até 10% do consumo total de uma casa. Considerando o consumo médio de 166 kWh por mês, isso significa aproximadamente 17 a 20 kWh desperdiçados mensalmente, o equivalente a cerca de R$ 16 a R$ 19 na conta de luz.

Entre os principaisvilões do consumo stand-by estão o rack da sala com televisão, videogame e aparelho de streaming, o escritório com computador, monitor e roteador, a cozinha com micro-ondas e cafeteira, além de carregadores de celulares deixados conectados sem necessidade. O roteador Wi-Fi, por exemplo, precisa permanecer ligado permanentemente, consumindo entre 5 W e 10 W continuamente.

O monitoramento em tempo real permite que o usuário visualize a potência instantânea em watts, o consumo acumulado em kWh e até uma estimativa de gastos em reais. Segundo Marcelo Araújo, engenheiro elétrico e professor, essa informação transforma o consumo em algo acessível. Quando o usuário consegue ver quanto determinado equipamento consome por hora, por dia ou por mês, ele toma decisões mais conscientes sobre o uso da energia.

A economia real depende do equipamento monitorado. Aparelhos que ficam conectados continuamente, como televisores, videogames, decodificadores e caixas de som, tendem a gerar maior economia. Já equipamentos que têm baixo consumo em stand-by podem não apresentar diferença significativa na conta. Em um cenário hipotético, um conjunto com televisão de 50 polegadas, receptor de TV e videogame consumindo 20 W em stand-by durante 18 horas por dia pode representar cerca de 10,8 kWh mensais, o equivalente a aproximadamente R$ 9,18 na conta de luz.

O tempo de retorno do investimento varia de acordo com o consumo dos aparelhos e o tempo que eles permanecem em modo de espera. Em média, uma tomada inteligente de R$ 70 pode se pagar em cerca de oito meses, mas esse prazo pode ser maior ou menor dependendo da tarifa de energia da região e dos equipamentos conectados. O ponto de instalação mais rentável para a maioria das residências é o rack de televisão, onde vários equipamentos de entretenimento permanecem conectados simultaneamente.

É importante saber onde a tomada inteligente não resolve. Aparelhos de alto consumo, como chuveiro elétrico, ar-condicionado, aquecedores e fornos, normalmente não podem ser conectados a tomadas inteligentes convencionais, pois exigem mais potência do que a maioria dos modelos suporta. A geladeira também não deve ser usada como alvo de economia, pois desligá-la remotamente pode comprometer a segurança dos alimentos armazenados.

Para os maiores gastos da conta de luz, as estratégias mais eficientes envolvem substituir aparelhos antigos por modelos mais eficientes, observar a classificação do Selo Procel, controlar o uso de equipamentos como chuveiro e ar-condicionado e, em alguns casos, avaliar alternativas como energia solar fotovoltaica. A tomada inteligente deve ser vista como uma ferramenta de gestão do consumo, e não como uma solução isolada para reduzir a conta de energia.

Fonte: techtudo

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