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Gigantes do mercado de criptomoedas criam consórcio para blindar o Bitcoin contra futuras ameaças tecnológicas

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Coinbase, que também oferece serviços de custódia, mantém US$ 63 bilhões em Bitcoin em suas carteiras. Fonte: Arkham. — Fonte: Livecoins
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Nove grandes instituições do universo das criptomoedas anunciaram nesta quinta-feira (23) a formação de um grupo dedicado a reforçar a segurança e a resiliência do Bitcoin a longo prazo. Batizado de Consórcio de Segurança do Bitcoin, a união reúne nomes de peso do setor financeiro e tecnológico, com o compromisso inicial de investir 15 milhões de dólares ao longo dos próximos três anos em desenvolvedores e pesquisadores que atuam na proteção da rede.

Fazem parte da iniciativa as empresas Anchorage Digital, ARK Invest, BlackRock, Block, Blockstream, Coinbase, Fidelity, Galaxy e Strategy. O montante destinado ao projeto é considerado expressivo, especialmente porque as próprias integrantes do consórcio concentram quantidades significativas de bitcoins em seus balanços. Juntas, BlackRock, Fidelity e ARK Invest administram cerca de 950 mil bitcoins por meio de seus fundos negociados em bolsa, o que equivale a aproximadamente 61,4 bilhões de dólares.

A Strategy, por sua vez, mantém 843.775 bitcoins em caixa, avaliados em cerca de 54,6 bilhões de dólares. Já a Coinbase figura como a maior detentora individual do grupo, com 975 mil bitcoins sob custódia, montante que chega a 63 bilhões de dólares, segundo dados da plataforma Arkham.

Cada uma das empresas participantes fará aportes de forma independente e decidirá, também de maneira autônoma, quais desenvolvedores, pesquisadores e organizações serão contemplados com os recursos. A coordenação dos trabalhos ficará a cargo de Mike Schmidt, diretor-executivo da Brink, entidade que há anos apoia profissionais que contribuem para o desenvolvimento do Bitcoin.

Apesar de o anúncio mencionar o fortalecimento geral da segurança da rede, um tema específico ganhou destaque: a chamada computação quântica. As integrantes do consórcio reconhecem que a ameaça representada por essa tecnologia ainda parece distante, mas defendem que o desenvolvimento de mecanismos de proteção pós-quântica deve ser tratado como prioridade estratégica.

A preocupação não é nova. Em maio de 2025, a BlackRock já havia incluído um parágrafo em seu fundo negociado em bolsa alertando para os riscos que a computação quântica pode representar ao Bitcoin. Agora, com a união formalizada, o grupo amplia o debate em torno do tema e abre caminho para investimentos em pesquisa nessa área.

Os organizadores reforçam que o consórcio não pretende ditar rumos ao protocolo do Bitcoin, nem tampouco se posicionar sobre mudanças específicas em seu funcionamento. O desenvolvimento da moeda digital continuará sendo conduzido pela comunidade global e descentralizada de colaboradores que existe até hoje. Atualizações sobre o andamento do projeto podem ser acompanhadas pelo perfil @BTCconsortium na rede social X.

Fonte: Livecoins

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