Início Tecnologia Meta amplia horizontes no mercado corporativo com estratégia robusta de inteligência artificial
Tecnologia

Meta amplia horizontes no mercado corporativo com estratégia robusta de inteligência artificial

Share
Image Credits:David Paul Morris/Bloomberg / Getty Images — Fonte: TechCrunch
Share

A Meta ingressou no mercado de inteligência artificial corporativa em junho, com o lançamento de um agente voltado a empresas, destinado a auxiliar no atendimento ao cliente, no suporte e em outras rotinas operacionais. Contudo, as pretensões da gigante tecnológica nesse segmento são bem mais abrangentes, conforme explicou o presidente-executivo da companhia, Mark Zuckerberg, durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre, realizada nesta quarta-feira.

"Identificamos uma grande oportunidade no mercado corporativo para oferecer às empresas, incluindo interfaces de programação de aplicações, agentes de negócios, e possivelmente capacidade de processamento de forma direta, além de outros serviços que estamos desenvolvendo para clientes de grande porte", afirmou Zuckerberg aos investidores.

Essas frentes de atuação podem posicionar a empresa para abrir novas fontes de receita além da publicidade, que sustenta a maior parte do seu faturamento, e das assinaturas, que representam uma fatia menor. Num primeiro momento, a companhia pretende concentrar esforços na oportunidade de atender sua base atual de anunciantes, disponibilizando agentes de inteligência artificial que operam em aplicativos de mensagens e em outras plataformas.

"E, assim como ocorre no sistema de anúncios, na prática, seremos remunerados quando entregarmos resultados para essas empresas", esclareceu Zuckerberg. "Encaramos isso como uma extensão das vendas e das parcerias que mantemos com muitos milhões de anunciantes e com centenas de milhões de pequenos negócios que utilizam nossas plataformas."

O executivo também detalhou como a Meta poderia expandir sua atuação para além dos pequenos negócios — que compõem a maior parte de sua base de anunciantes — ao disponibilizar suas ferramentas internas para clientes externos no futuro. "Há outros clientes corporativos que acredito que cada vez mais também iremos atender", declarou. "Estamos criando ferramentas de programação, desenvolvimento e produtividade interna, em parte porque precisamos delas para uso próprio, e precisamos garantir que sejam adequadas às nossas necessidades", acrescentou.

"Agora que as temos, percebemos que existe uma grande oportunidade de servir tanto pequenos quanto grandes negócios." Essa mudança de rumos, no entanto, não será trivial — Zuckerberg reconheceu que vender para o mercado corporativo exige um "músculo diferente" daquele que a Meta tem exercitado ao longo de sua história.

No que se refere à venda de capacidade computacional para clientes corporativos, a Meta está focada em equilibrar sua necessidade de receita com a necessidade de executar seus próprios planos para o futuro. A companhia destacou repetidamente que, neste momento, tem a oportunidade de vender capacidade de processamento "com um prêmio significativo sobre o que pagamos por ela". Ainda assim, Zuckerberg alertou os investidores de que seria "imprudente" "vender toda a capacidade computacional e obter lucro de curto prazo".

Em vez disso, ele caracterizou a abordagem da Meta como um "portfólio" que combina planos de longo e curto prazos para sua infraestrutura computacional. "À medida que nos aproximamos da superinteligência pessoal, vamos precisar de hardware que possibilite interagir com ela de maneira integrada", pontuou.

A teleconferência também abordou as ambições da Meta em torno da inteligência artificial agêntica — sistemas capazes de agir em nome de uma pessoa ou empresa, em vez de apenas responder perguntas — que não será oferecida exclusivamente a negócios. Os consumidores também estão sendo contemplados com promessas de "agentes pessoais de inteligência artificial", além de óculos inteligentes dotados dessa tecnologia, capazes de interagir com o ambiente à sua frente.

Ademais, a Meta está recorrendo à inteligência artificial — mais especificamente, a modelos de linguagem de grande porte — para acelerar a expansão de seu conjunto de aplicativos sociais. Lançamentos recentes nesse front incluíram um aplicativo voltado a vendedores do Marketplace, outro para grupos do Facebook, um destinado a jogos criados com programação assistida por inteligência artificial, além de outras experiências. Mais novidades estão a caminho, conforme antecipou Zuckerberg.

"Espero que se torne muito mais fácil lançar novos aplicativos", afirmou o executivo. "Por isso, estamos planejando desenvolver mais ideias e utilizar nossos sistemas de recomendação para distribuí-las às pessoas que possam se interessar por elas."

Fonte: TechCrunch

Share
Artigos relacionados
Tecnologia

Zuckerberg aposta que bilhões de pessoas terão agentes pessoais de inteligência artificial em até cinco anos

O fundador e presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, voltou a mirar o...

Tecnologia

Microsoft intensifica disputa com OpenAI e Anthropic ao apostar em catálogo próprio de modelos de inteligência artificial

A Microsoft vive um momento singular na corrida pela inteligência artificial. Além...

Tecnologia

OpenAI lança programa para oferecer modelos de IA gratuitos a pesquisadores acadêmicos

A OpenAI anunciou nesta terça-feira o lançamento de um novo programa que...

Tecnologia

Xbox admite que jogos em disco deveriam funcionar durante pane e promete correção

A Xbox enfrentou uma pane incomum nesta semana. Além de ter seus...