A era dos celulares com tela flexível está deixando para trás os tempos de novidade e se encaminhando para uma fase de estabilidade — e isso pode ser exatamente o que a Apple precisava para finalmente ingressar nesse segmento.
Antes de qualquer gigante do setor apostar nesse formato, foi a Royole, uma fabricante de displays flexíveis hoje falida, quem apresentou ao mundo o primeiro smartphone dobrável comercial, o FlexPai. O aparelho, descrito à época como curiosamente precário, abriu caminho para o que viria a seguir.
Um ano depois, a Samsung entrou na disputa com a primeira geração do Galaxy Fold, marcada por uma série de falhas que comprometeram unidades de avaliação em questão de dias. O lançamento foi tão conturbado que obrigou a marca a repensar completamente o projeto e reacendeu o debate sobre a durabilidade dessa categoria.
Depois daquele início turbulento, o mercado de dobráveis passou por altos e baixos, com lançamentos que oscilaram entre a inovação genuína e o marketing exagerado. A sensação predominante entre consumidores e especialistas, porém, é de que o entusiasmo inicial já não é o mesmo. As marcas consolidadas parecem ter encontrado uma fórmula funcional, ainda que pouco empolgante.
E é justamente nesse ponto que a equação fica interessante para a Apple. Com a categoria mais previsível, a gigante de Cupertino teria a oportunidade de entrar no mercado de dobráveis com um produto que priorizaria a confiabilidade e a integração com seu ecossistema, em vez de competir na corrida por especificações mirabolantes. Apostar em refinamento, e não em revolução, pode ser a estratégia mais coerente com o histórico da empresa.
Fonte: The Verge
