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Aplicativo transforma publicações salvas nas redes sociais em aventuras pelo mundo real

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Image Credits:Outernet — Fonte: TechCrunch
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Danielle Egan e Athena Leong sabem bem como transformar o cotidiano em algo divertido. Juntas, elas já organizaram uma caça ao tesouro que tomou conta de toda a cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, transformaram uma brincadeira viral em um restaurante exclusivo que funcionou por uma única noite em Nova York, e até idealizaram uma alternativa descontraída às tradicionais turmas de corrida, o chamado "clube do sentar", em que os participantes simplesmente levam suas cadeiras e relaxam ao ar livre.

Agora, com a startup Outernet, as duas sócias-fundadoras querem compartilhar esse espírito de aventura com um público maior. O nome do aplicativo brinca com a ideia de usar a internet como uma ferramenta para levar as pessoas para fora de casa, em vez de mantê-las conectadas apenas ao mundo digital. A proposta central é simples: em vez de apenas curtir ou salvar publicações sobre lugares, eventos e experiências nas redes sociais, o usuário compartilha esses conteúdos diretamente no aplicativo, que organiza tudo em uma interface prática, separada por categorias e datas.

O que diferencia o Outernet de outras soluções semelhantes já disponíveis no mercado, como os aplicativos Albo, Tabi e Plotline, é justamente o perfil das criadoras, que dedicam grande parte do tempo a promover experiências presenciais marcadas pelo bom humor. Para Egan, que trabalhou na área de operações de produtos no LinkedIn, o grande objetivo da plataforma é funcionar como um "motor de motivação para o mundo real", eliminando a distância entre a vontade de fazer algo e a ação concreta de sair de casa.

O aplicativo parte de um comportamento bastante comum entre os usuários das redes sociais. Ao navegar pelo TikTok e pelo Instagram, muitas pessoas se deparam com uma publicação inspiradora e a salvam como lembrete, mas logo se esquecem do assunto enquanto continuam consumindo outros conteúdos. O Outernet resolve essa questão ao reunir, em um só lugar, todos os desejos guardados pelo usuário.

Para salvar uma publicação, basta tocar no botão de compartilhamento do aplicativo de origem, como TikTok ou Instagram, e escolher o Outernet na lista de opções. Também é possível colar diretamente links de redes sociais e sites, ou ainda enviar uma foto, por exemplo, de um cartaz visto na rua. A partir daí, a inteligência artificial entra em ação e extrai automaticamente informações relevantes, como data, horário, local e detalhes da atividade ou do estabelecimento que se quer conhecer. Os eventos com data marcada aparecem em um feed em ordem cronológica, enquanto locais e ideias sem prazo definido ficam organizados em abas separadas. O usuário também pode sincronizar os compromissos com a agenda do celular, seja pelo calendário da Apple ou do Google, e visualizar tudo em um mapa interativo.

Além da organização, o aplicativo envia lembretes proativos para incentivar o usuário a colocar os planos em prática. À medida que as visitas e experiências vão acontecendo, é possível "carimbar" cada conquista, construindo aos poucos um verdadeiro passaporte pessoal de aventuras. Segundo Egan, a equipe já pensa em transformar esse histórico em um livro de passaportes que possa ser compartilhado com amigos, além de adotar mecanismos tradicionais de gamificação, como selos concedidos a cada marco alcançado.

A ideia para o negócio nasceu justamente da experiência das criadoras com a caça ao tesouro urbana batizada de "Pursuit", que começou há três anos e já se tornou um evento anual em São Francisco. Na edição mais recente, cerca de um vírgula cinco por cento da população da cidade participou da brincadeira, que se estendeu por um mês. Ao conversar com os participantes, Egan e Leong perceberam que o que motivava as pessoas não era o jogo em si, mas simplesmente a oportunidade de sair de casa e se aventurar. Para Leong, que tem formação em ciência da computação e desenvolvimento infantil e migrou para o design de jogos de aventura, a conclusão foi clara: existe um apetite crescente por experiências fora do mundo digital.

A trajetória como organizadoras de eventos também deu às empresárias uma visão privilegiada sobre o trabalho de produtores culturais locais. Para elas, muitos desses agentes organizam iniciativas incríveis, mas enfrentam dificuldades para alcançar o público por falta de conhecimento em marketing e estratégias de divulgação. O Outernet, na visão das fundadoras, surge justamente como uma ponte entre esses criadores e quem está em busca de novas experiências.

No ar há aproximadamente dois meses, o aplicativo já conta com cerca de 18 mil usuários e se tornou lucrativo graças ao modelo de assinatura premium, cobrado a seis dólares e noventa e nove centavos por mês ou trinta e nove dólares e noventa e nove centavos ao ano, que permite salvar um número maior de itens por dia. A equipe está em conversas iniciais com potenciais investidores, mas deixa claro que busca parceiros alinhados com o espírito descontraído do projeto. O Outernet está disponível exclusivamente para iOS e funciona por meio de convite, enquanto usuários de Android podem entrar em uma lista de espera. Quem quiser testar a plataforma pode usar o código "coffeewalk" para pular a fila.

Fonte: TechCrunch

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