A Anthropic, responsável pelo desenvolvimento do modelo de linguagem Claude, fechou um contrato bilionário avaliado em 10 bilhões de dólares com a Volta, jovem startup especializada em computação em nuvem para inteligência artificial. A negociação foi revelada com exclusividade pela agência Bloomberg, que ouviu fontes anônimas próximas ao acordo.
Fundada em 2026, a Volta ficará encarregada de prover capacidade de processamento em nuvem à Anthropic durante um período de seis anos. Para tirar o projeto do papel, a empresa conta com o apoio da Bitdeer, companhia do ramo de mineração de criptomoedas, que será responsável por ajudar na construção do data center destinado a sediar toda a infraestrutura.
O complexo será instalado na Noruega e terá capacidade instalada de 133 megawatts. O coração do sistema será composto por chips baseados na arquitetura Vera Rubin, da Nvidia, atualmente uma das tecnologias mais avançadas do mundo para aplicações de inteligência artificial. A escolha do hardware reforça a aposta em desempenho de ponta para treinar e operar modelos de grande porte.
A Volta faz parte do programa de Parceiros de Nuvem da Nvidia, uma rede que reúne provedores de serviços em nuvem que utilizam processadores gráficos da fabricante em suas instalações. Até a divulgação do acordo, a startup havia se limitado a confirmar que mantinha conversas com um laboratório de inteligência artificial, sem citar publicamente com quem estava negociando.
O movimento está inserido na estratégia da Anthropic de ampliar de forma agressiva sua capacidade computacional, num cenário de disputa acirrada com outras grandes corporações do setor. Nos últimos meses, a empresa já havia anunciado parcerias semelhantes com gigantes como SpaceX e Amazon, buscando garantir o suprimento de recursos computacionais necessários para sustentar o crescimento de seus produtos.
Fonte: TechCrunch
