Pesquisadores de segurança da empresa Anthropic e da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, conseguiram demonstrar na prática que cargas autopromovidas podem se deslocar de um agente de inteligência artificial para outro. A transmissão ocorre por meio de arquivos de comandos de sistema que podem ser editados, os quais ambientes de agentes autônomos utilizam para preservar informações entre sessões consecutivas de operação.
O estudo, disponibilizado como preprint em 10 de agosto de 2026, colocou essa técnica à prova em um cenário controlado envolvendo seis agentes autônomos dedicados a tarefas de programação. Os resultados revelaram que os arquivos de estado persistente funcionam como verdadeiros vetores de contaminação, permitindo que instruções maliciosas se propaguem silenciosamente de um agente para outro dentro de uma mesma infraestrutura.
Segundo os especialistas, essa classe de vulnerabilidade representa uma ameaça emergente para sistemas multiagente, uma arquitetura cada vez mais empregada em ambientes corporativos e de desenvolvimento de software. A pesquisa sublinha a necessidade urgente de novos mecanismos de proteção e validação para evitar que agentes autônomos se tornem canais involuntários de distribuição de códigos prejudiciais.
Fonte: The Hacker News

