Imagine a seguinte situação: você se senta para trabalhar à tarde e descobre que a bateria do notebook está em dois por cento. Para piorar, o carregador ficou em casa. Essa frustração torna a autonomia da bateria um dos fatores mais decisivos para os consumidores na hora de adquirir um novo laptop, conforme aponta uma pesquisa realizada pela CNET em 2025.
A Mashable avalia cada notebook submetido à análise utilizando um teste padronizado de reprodução de vídeo contínua. Os resultados revelam uma evolução significativa nos últimos anos. Enquanto em 2024 apenas um computador conseguiu ultrapassar a marca das 20 horas de uso contínuo, nos dois anos seguintes três modelosSuperaram a barreira das 30 horas, dois alcançaram mais de 24 horas e outros dez permaneceram ativos por pelo menos 20 horas. A autonomia média dos dispositivos de 2024 ficou em 12,5 horas, saltando para 18,5 horas nos modelos atuais — um crescimento de 48 por cento.
Esse avanço foi impulsionado principalmente pelos processadores Snapdragon X da Qualcomm e pelos chips Panther Lake da Intel. No universo dos MacBooks, a transição da Apple para seus processadores personalizados da linha M, iniciada em 2020, representou uma mudança radical. O primeiro MacBook Air com chip M1 oferecia até 18 horas de bateria, superando em 50 por cento a autonomia de seu antecessor equipado com processador Intel.
Os modelos subsequentes — M2, M3, M4 e M5, nas versões Pro e Air — mantiveram o padrão elevado, alcançando até 21 horas por ciclo de carga. Já o novo MacBook Neo, opção mais acessível da empresa, apresenta aproximadamente 15 horas de bateria, superando a média dos computadores econômicos e dos Chromebooks disponíveis no mercado.
A explicação para esse salto na autonomia não reside no aumento do tamanho das baterias, mas sim na eficiência cada vez maior dos processadores. Chips menores consomem menos energia para funcionar. Os processadores Snapdragon X da Qualcomm e os chips da linha M da Apple compartilham uma vantagem adicional: ambos são baseados na arquitetura de conjunto de instruções ARM, mais simples e econômica em comparação com a arquitetura x86 tradicional utilizada pela Intel e AMD.
Entre todos os notebooks avaliados, o HP OmniBook 3 16 registrou a maior autonomia já mensurada pela equipe de testes. O dispositivo conseguiu manter-se ativo por 40 horas e 14 minutos durante o teste de reprodução de vídeo contínua. Nenhum outro laptop testado até o momento conseguiu ultrapassar a marca das 35 horas.
Fonte: Mashable

