Uma ação coletiva foi ajuizada no Tribunal Distrital Norte da Califórnia alleging que o dispositivo vestível Oura Ring não consegue monitorar o sono de forma precisa. A reclamação, protocolada em 20 de agosto, sustenta que o equipamento não é capaz de medir a atividade elétrica cerebral, os movimentos oculares, o tônus muscular, "nem outros sinais detectados através de eletrodos posicionados no couro cabeludo, sensores nos olhos e dispositivos no queixo", o que compromete qualquer tentativa legítima de rastrear ciclos de sono.
O documento judicial afirma que os modelos de inteligência artificial utilizados pela empresa apenas "fazem especulações" sobre o que pode estar acontecendo durante o descanso, baseando-se "em dados de entrada inadequados". A petição critica a companhia por "aproveitar-se de consumidores desesperados que lutam contra problemas de sono ou estão preocupados com sua saúde, vendendo inferências de inteligência artificial defeituosas como ciência confiável". A Oura reconhece em seus materiais técnicos que não monitora atividade cerebral ou movimentos oculares, porém continua afirmando que é capaz de medir estágios e ciclos do sono.
O escritório Clarkson Law Firm, representado pela reclamante Madison Surber, entrou com a ação. Segundo o processo, por volta de 22 de maio de 2025, Surber adquirió um Oura Ring 4 Gold por 513,68 dólares diretamente do fabricante, acreditando que o anel forneceria dados precisos sobre seu sono. A ação alega que a empresa praticou publicidade fraudulenta, enriquecimento ilícito, violação de garantias expressas e implícitas, além de infringir a Lei de Concorrência Desleal, a Lei de Publicidade Enganosa e o Ato de Recursos Legais do Consumidor da Califórnia.
Mais de cem membros do grupo buscam inúmerario superior a cinco milhões de dólares em indenização. A equipe de journalism responsável pela matéria entrou em contato com a Oura para obter comentários sobre o caso.
Fonte: Mashable

