A Anthropic apresentou nesta semana uma proposta ousada para expandir os limites da inteligência artificial. O novo Model Hardware Standard (MHS) consiste em um conjunto de drivers padronizados que possibilitam aos agentes de IA se conectarem e controlarem diversos tipos de dispositivos físicos, algo que até agora estava restrito ao universo digital.
A ferramenta foi desenvolvida principalmente para atender à comunidade científica, oferecendo uma forma de simplificar o processo de integração entre equipamentos de laboratório. Segundo a empresa, o sistema estabelece uma linguagem comum que permite a troca de dados entre dispositivos conectados em rede, eliminando a necessidade de desenvolver programas tradutores sob medida para cada configuração experimental.
A expectativa é que o tempo necessário para preparar experimentos complexos seja reduzido drasticamente. O que antes demandava semanas ou até meses de trabalho árduo de programação pode ser concluído em questão de horas ou minutos, de acordo com projeções da Anthropic.
A inspiração para o projeto surgiu durante uma visita de técnicos da empresa ao campus de pesquisa HHMI Janelia, em Ashburn, na Virgínia. Lá, eles acompanharam o neurocientista Arco Bast conduzindo um experimento sobre formação de memórias no cérebro, que envolvia a coordenação de feixes de laser rotativos, microscópios, câmeras e diversos outros instrumentos.
Em um vídeo de apresentação, o técnico da Anthropic Alek Kemeny recountou ter percebido imediatamente o potencial daquela abordagem. "Essa ideia poderia ser utilizada para permitir que a inteligência artificial conduzisse qualquer experimento científico no mundo", declarou Kemeny. O projeto encontra-se atualmente em fase de preview de pesquisa.
Fonte: Ars Technica

