O Ministério Público dos Estados Unidos revelou nesta segunda-feira (24) a sentença condenatória contra Brent Kovar, responsável por orquestrar um elaborado esquema de pirâmide financeira que oferecia aos investidores ganhos anuais variando entre 15% e 30%. As investigações conduzidas pelas autoridades americanas demonstraram que o fraudador administrou a operação ilegal durante aproximadamente quatro anos, entre o final de 2017 e julho de 2021.
De acordo com os levantamentos feitos pelas agências federais, Kovar conseguiu ludibriar mais de 400 vítimas e desviou cerca de 24 milhões de dólares para fins pessoais, incluindo a aquisição de um imóvel de alto padrão e presentees para colaboradores da empresa. O golpista garantia que sua corporação, denominada Profit Connect, utilizava um sofisticado programa de inteligência artificial acoplado a um supercomputador para realizar a mineração de criptomoedas e processar diversas transações financeiras.
Para convencer seus clientes, o organizador do esquema também prometia proteção total do capital investido, simulando uma garantia de restituição integral do dinheiro. Além disso, ele falsamente declarava que os recursos estavam cobertos pela FDIC, entidade governamental americana análoga ao Fundo Garantidor de Créditos brasileiro. Documentos do processo evidenciam, contudo, que Kovar tinha plena consciência de que sua empresa não gerava lucros e jamais conseguiria honrar os compromissos assumidos com os participantes.
Após um julgamento que se estendeu por nove dias, Brent Kovar foi pronunciado culpado por um total de 15 acusações, sendo 11 relacionadas a fraude eletrônica, duas vinculadas a fraude postal e duas associadas à lavagem de dinheiro. Considerando as penas máximas previstas para cada crime, o Departamento de Justiça americano estimates que o condenado pode receber uma sentença de até 280 anos de reclusão. A definição da punição definitiva está programada para ocorrer no dia 30 de novembro de 2026.
Representantes das forças de segurança americanas manifestaram indignação diante da magnitude da fraude. Christopher S. Delzotto, delegado especial do FBI em Las Vegas, comentou que as vítimas acreditavam estar inseridas em uma revolução tecnológica, quando na realidade foram alvos de um embuste meticulosamente planejado. Já David Lowe, diretor temporário do escritório de São Francisco da Divisão de Investigação Criminal da Receita Federal (IRS-CI), afirmou que criminosos que constroem operações fundamentadas em promessas enganosas corroem a credibilidade do sistema financeiro e deixam populações inteiras em situação de vulnerabilidade econômica.
Fonte: Livecoins

