O evento privado de apresentação do Cybercab da Tesla chamou a atenção por seu formato discreto, diferente das tradicionais transmissões ao vivo e espetaculares que a montadora costuma promover. O encontro, que durou aproximadamente quinze minutos, não contou com a presença de Elon Musk no palco, fugindo completamente do padrão esperado para o lançamento de um produto que o executivo vinha desarrollando há anos.
Entre as revelações mais curiosas está a proibição de crianças menores de treze anos viajarem no veículo autônomo. Enquanto isso, menores entre oito e dezessete anos podem utilizar os utilitários esportivos Model Y disponíveis no serviço de táxi autônomo da empresa. A ausência de conectores LATCH para cadeirinhas infantis no Cybercab chama a atenção, já que a Tesla permite a instalação apenas por meio do cinto de segurança convencional.
A documentação técnica liberada pela empresa detalha o procedimento em caso de colisão: os airbags são acionados, as portas são destravadas automaticamente, as luzes de emergência e internas se acendem, a bateria de alta tensão é desativada, os vidros vão para a posição de ventilação, o veículo freia até parar completamente e o sistema de entretenimento estabelece comunicação direta com a equipe de suporte da montadora.
Em relação ao acesso ao veículo, a Tesla enfrentou críticas anteriores sobre a dificuldade de encontrar a saída de emergência manual. No Cybercab, esse mecanismo foi posicionado de forma evidente no apoio de braço de cada porta. A montadora também recorreu a um sistema de freios por cabo elétrico, eliminando a complexidade hidráulica tradicional. Recentemente, a empresa já havia implementado a direção por cabo eletrônico no Cybertruck.
Outras especificações chamou a atenção: as tomadas USB-C do veículo entregam noventa watts de potência, aproximadamente quatro vezes superior ao padrão automotivo convencional. Por ora, também não é possível abrir totalmente os vidros do Cybercab, embora a empresa não tenha explicado o motivo dessa limitação.
A Tesla precisará demonstrar a segurança do veículo autônomo não apenas ao público, mas também aos órgãos reguladores locais e à Administração Nacional de Segurança no Tráfego viário, que já abriu investigação sobre a implementação do Cybercab. A montadora publicou as informações em documentos oficiais e atualizou os termos de uso de seu aplicativo de táxi autônomo.
Fonte: TechCrunch

