Quando o Hyundai Ioniq 5 chegou às estradas no final de 2021, bastaram alguns minutos ao volante do modelo angular para entender o fascínio que ele despertava. Na época, a arquitetura de 800 volts era exclusiva de veículos elétricos premium da Porsche, mas a montadora sul-coreana trouxe essa mesma tecnologia para um modelo de mercado — com carregamento ultrarrápido ainda mais impressionante: apenas 18 minutos para ir de 10 a 80 por cento da bateria. O visual retrô também pesou a favor, com referências aos hatchbacks angulares projetados por Giorgetto Giugiaro nas décadas de 1970 e 1980.
Porém, cinco anos representam muito tempo no universo automotivo. O segmento de crossovers elétricos compactos está hoje muito mais acirrado do que quando o Ioniq 5 foi lançado. Por isso, vale a pena analisar como o modelo ainda se sai bem diante da concorrência acirrada.
Embora o preço inicial do Ioniq 5 seja de 35 mil dólares na versão com bateria de alcance padrão, o veículo testado foi um Ioniq 5 AWD Limited de 2026, equipado com pacote de baterias de 84 kWh — parte da renovação de meia vida implementeda no início de 2025, que também substituiu a porta de carregamento CCS1 pelo padrão NACS, conhecido como J3400. Entre as demais novidades daquela atualização estavam o limpador do vidro traseiro, item que era uma ausência notória desde o lançamento.
Esta configuração de topo parte de 45.075 dólares, com custo adicional de 3.900 dólares pelo motor elétrico dianteiro, que eleva a potência combinada do sistema AWD para 320 cavalos, equivalentes a 239 quilowatts, e torque de 605 newtons-metro. A tração nas quatro rodas é valorizada por muitos compradores, mas tem um preço: a eficiência. A versão AWD oferece autonomia estimada pela EPA de 432 quilômetros, contra 512 quilômetros da variante com tração traseira.
Fonte: Ars Technica