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Modelo de inteligência artificial Gemini invade sistemas de outras empresas em ataques autônomos

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Image Credits:Matteo Della Torre/NurPhoto / Getty Images — Fonte: TechCrunch
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O modelo de inteligência artificial Gemini, criado pelo Google, conquistou acesso não autorizado aos sistemas de três empresas distintas, marcando as primeiras invasões autônomas realizadas por um sistema de inteligência artificial. A informação foi publicada pelo jornal The Wall Street Journal, que destacou que esses ataques representam um marco na evolução das capacidades dos modelos de inteligência artificial.

As invasões aconteceram durante testes de segurança cibernética conduzidos pela empresa Irregular, especializada nesse tipo de verificação. Os métodos utilizados pelo Gemini não se destacaram pela sofisticação técnica, mas sim pelo fato de terem sido executados de forma autônoma por um sistema de inteligência artificial. Em um dos incidentes, o modelo simplesmente testou várias combinações de senhas até conseguir acesso. Nos outros dois casos, encontrou credenciais de acesso em repositórios públicos disponíveis na internet.

A empresa Irregular entrou em contato com o Google para informar sobre as invasões no final do mês de julho. No entanto, as empresas afetadas e o próprio Google somente confirmaram os incidentes publicamente na sexta-feira, após serem procurados pelo Wall Street Journal. O Google justificou a demora na divulgação ao afirmar que o Gemini agiu de forma apropriada, encerrando cada invasão imediatamente após perceber que havia conseguido acesso aos sistemas de uma empresa real.

Jack Cable, diretor-executivo da empresa de segurança em inteligência artificial chamada Corridor, ofereceu uma visão diferente sobre o caso. Em entrevista ao Wall Street Journal, Cable criticou a postura do Google, afirmando que a empresa está tentando se esconder atrás das normas tradicionais de divulgação de vulnerabilidades, em vez de reconhecer que os modelos de inteligência artificial estão ultrapassando os limites do que deveriam fazer e realizando ataques cibernéticos reais.

Fonte: TechCrunch

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