A Samsung apresentou oficialmente o Galaxy Watch9 durante o verão de 2026, junto com o modelo Galaxy Watch Ultra2, direcionado para aventuras ao ar livre. O Watch9 surge como alternativa para o uso cotidiano, sendo compatível principalmente com celulares Android, embora algumas funcionalidades principais fiquem restritas a dispositivos Samsung.
O principal diferencial do hardware está no novo processador Snapdragon Wear Elite, desenvolvido pela Qualcomm. A empresa sul-coreana afirma que este componente melhora o desempenho da CPU, GPU e a eficiência energética. Durante os testes, o relógio respondeu de forma fluida ao navegar pelos menus, abrir aplicativos e dispensar notificações.
O sistema operacional Wear OS 7 traz widgets personalizáveis e atualizações em tempo real de aplicativos compatíveis. Entre as novidades mais aguardadas está a função de levantar o pulso para ativar o assistente de voz Gemini. Este recurso já estava disponível no Google Pixel Watch há duas gerações, e a chegada ao Samsung representa uma conquista importante para a marca.
A capacidade da bateria foi levemente ampliada. O modelo de 40 milímetros agora conta com 390 mAh, ante 325 mAh da versão anterior. Já os aparelhos de 44 milímetros passaram para 445 mAh, contra 435 mAh do antecessor. Contudo, essa mudança não resultou em maior duração da carga, provavelmente porque os recursos adicionais de saúde consomem mais energia. A Samsung promete até 30 horas de uso, mas os testes indicaram aproximadamente 25 horas com a tela sempre ativa ativada. O tempo para carga completa ficou em torno de 100 minutos, valor significativamente superior aos 45 minutos necessários para o Pixel Watch 5.
O design do relógio mantém o formato característico da Samsung, chamado de "esquadrado-redondo": uma tela circular cercada por uma borda quadrada com cantos arredondados. O modelo está disponível nas cores creme e grafite para a versão de 40 milímetros, e grafite e prata para a de 44 milímetros, com preços iniciais de 380 dólares. A tela AMOLED continua a mesma, mas mantém a qualidade já conhecida, alcançando até 3.000 nits de brilho e garantindo boa visibilidade sob luz solar direta. O dispositivo mantém as certificações IP68 e 5ATM de resistência à água e poeira, além do padrão militar MIL-STD-810H para durabilidade em condições adversas.
No quesito saúde, o Galaxy Watch9 traz uma variedade impressionante de ferramentas. O recurso de Audição alertará sobre níveis de ruído prejudiciais. O Vitals monitora durante o sono a saturação de oxigênio no sangue, frequência cardíaca, variabilidade da frequência cardíaca, taxa respiratória e temperatura da pele. Após estabelecer uma linha de base ao longo de sete noites, o relógio pode indicar desvios das métricas habituais. A função de Detecção de Apneia do Sono, aprovada pela FDA, utiliza um algoritmo para identificar sinais associados à apneia e distúrbios respiratórios.
Entre os novos recursos de condicionamento físico, o Daily Cardio Load busca mostrar o esforço do corpo durante os treinos, enquanto o Fitness Index tenta condensar medições como composição corporal, aptidão cardiovascular e resistência em uma única pontuação. Para gerar este índice, é necessário usar o relógio por pelo menos dois dias, registrar um treino de corrida ou caminhada, monitorar o sono e realizar medição de composição corporal. O Heart Health Score oferece insights sobre o sistema circulatório, mas exige calibração com um monitor de pressão arterial separado, item que não acompanha o produto.
O monitoramento de sono permanece confiável, fornecendo diariamente uma pontuação junto com o assistente de sono baseado em inteligência artificial. A avaliação geral do Galaxy Watch9 ficou em 6 de 10 pontos. Para quem já possui um Galaxy Watch8, a troca não se mostra obrigatória. Contudo, para usuários de modelos mais antigos ou quem busca ingressar no ecossistema Samsung, o Watch9 representa a melhor opção disponível no mercado.
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